Sindicatos e oposição querem impedir que Liz Truss receba subsídio anual pelos 45 dias de mandato

21 out, 12:29
Liz Truss (GettyImages)

No entanto, a ex-primeira-ministra pode reivindicar o acesso ao subsídio caso se mantenha ativa na vida pública

Os partidos da oposição e sindicatos do Reino Unido estão a solicitar que a ex-primeira-ministra não tenha direito ao subsídio anual de 130 mil euros depois de ter estado no cargo apenas 45 dias, avança a CNN Internacional.

Em entrevista ao programa "Good Morning Britain", da ITV, o líder do Partido Trabalhista, Kier Starmer, afirmou que a atitude correta a tomar por Truss é recusar o subsídio, porque "não tem direito a isso".

"Na realidade, ela não tem direito a isso, deveria recusar e não aceitar", afirmou.

Liz Truss, que se demitiu do cargo na quinta-feira, pode reivindicar o acesso ao Subsídio de Custos de Serviços Públicos (PDCA) que foi criado em 1990, após a renúncia de Margaret Thatcher, para ajudar ex-primeiros-ministros ainda ativos na vida pública.

"Os pagamentos apenas são feitos para fazer face ao custo real de continuar a cumprir deveres públicos. Os custos são um reembolso de despesas decorridas para custos de gabinete necessários e custos de secretaria decorrentes de sua posição especial na vida pública. O subsídio não é pago para apoiar funções privadas ou parlamentares. O PDCA é um complemento a qualquer gabinete eleitoral que possam manter como Membro do Parlamento. O subsídio PDCA é pago pelo voto do Gabinete e administrado pela Equipa de Finanças do Gabinete", revela a orientação do governo.

Segundo a mesma orientação, caso o ex-primeiro-ministro aceite uma nomeação pública, "o valor do subsídio será revisto de acordo com a remuneração, se existir, que ele irá receber de fundos públicos”.

No ano de 2020-21, os ex-primeiros-ministros Theresa May, David Cameron, Gordon Brown, Tony Blair e Sir John Major foram todos reembolsados ​​em valores variados, de acordo com o Relatório e Contas Anual do Gabinete referente a esse período.

Liz Truss informou na quinta-feira o Rei Carlos III da sua demissão de líder do Partido Conservador, mantendo-se em funções como primeira-ministra até que seja designado um novo líder do partido, que será indigitado pelo Rei, pois os Conservadores mantêm uma maioria absoluta no Parlamento.

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