GUERRA NO IRÃO • AO MINUTO | Trump vai "eliminar" navios que furem bloqueio dos EUA aos portos iranianos. Aliados da NATO recusam envolver-se
"A imagem de Trump é extremamente provocatória e fere a sensabilidade de todos os cristãos"
O comentário de Victor Ângelo, que foi representante especial do secretário-geral da ONU para as operações de paz nos mandatos de Kofi Annan e Ban Ki-moon, à tensão entre Donald Trump e o Papa Leão XIV.
Wall Street fecha em alta com esperança em acordo entre EUA e Irão
A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em alta, com os investidores a quererem acreditar em um potencial acordo entre Washington e Teerão, apesar do bloqueio dos EUA aos portos iranianos.
Depois de abrirem em baixa, os índices emblemáticos de Wall Street recuperaram, com o seletivo Dow Jones Industrial Average a ganhar 0,63%, o tecnológico Nasdaq a progredir 1,23% e o alargado S&P500 a subir 1,02%.
"Os investidores esperam que Trump chegue a acordo" com os dirigentes de Teerão, observou Peter Cardillo, da Spartan Capital Securities, em declarações à AFP.
Trump disse hoje que os iranianos "queriam fazer um acordo, a todo o custo", depois do fracasso das negociações no Paquistão.
Acrescentou nas redes sociais que 34 navios passaram no Estreito de Ormuz no domingo, o que disse ser "de longe o número mais elevado desde o início do encerramento insensato" pelo Irão.
A praça nova-iorquina tinha aberto a cair, com Trump a ameaçar de "destruição" todo o "navio de ataque rápido" iraniano procurasse romper o bloqueio dos portos do Irão.
Mas, por junto, "a reação dos investidores foi relativamente moderada", apontaram os analistas da Briefing.com.
Vance diz houve "muitos avanços" nas negociações com o Irão
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, disse em entrevista à Fox News que foram feitos "muitos avanços" nas negociações com o Irão.
Secretário de Energia dos EUA afirma que os preços do petróleo devem atingir o pico nas próximas semanas
Os preços do petróleo vão continuar a subir até que os petroleiros consigam atravessar o Estreito de Ormuz, que está bloqueado, mas isso pode mudar nas próximas semanas, disse o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, nesta segunda-feira.
“Veremos os preços da energia altos, e talvez até a subir”, até que um “tráfego marítimo significativo” passe pelo Estreito de Ormuz, disse Wright aos participantes da conferência Semafor World Economy. Nesse ponto, os preços do petróleo atingirão o pico, afirmou, e prevê que isso ocorrerá “em algum momento nas próximas semanas”.
Lavrov diz ao Irão que a Rússia está pronta para ajudar na resolução do conflito
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, disse ao homólogo iraniano, Abbas Araqchi, que é importante evitar o retomar das hostilidades e que a Rússia está pronta para ajudar na resolução do conflito.
"Sergei Lavrov salientou a importância de impedir uma nova ocorrência de confrontos armados e confirmou mais uma vez a disposição inabalável da Rússia para ajudar a resolver a crise, que não tem solução militar", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia num comunicado sobre a conversa telefónica.
Segundo ainda o Kremlin, Araqchi relatou a Lavrov detalhes das conversações entre os EUA e o Irão no Paquistão, no fim de semana, que não conseguiram chegar a uma solução.
Aiatola iraniano elogia posição do Papa Leão XIV sobre a guerra
O Grande Aiatola Noori Hamedani do Irão elogiou o Papa Leão XIV pelo que chamou de "postura corajosa" do pontífice contra os Estados Unidos e Israel, de acordo com uma carta divulgada pela imprensa oficial iraniana nesta segunda-feira.
Leão XIV, o primeiro Papa americano, tem-se manifestado cada vez mais sobre a guerra entre os EUA e Israel contra o Irão, e condenou a retórica do presidente Donald Trump contra o povo iraniano como "verdadeiramente inaceitável".
Hamedani, uma figura religiosa influente, disse que a coragem do Papa ao manifestar-se contra Trump na busca pela paz "imortalizará o seu nome e as suas ações à escala global".
“Nós, por nossa vez, apreciamos a sua postura legítima como o respeitado líder dos católicos do mundo e como portador da mensagem de Jesus Cristo”, disse Hamedani numa carta enviada ao Papa no Vaticano.
Netanyahu exorta Europa a "fazer guerra pelo bem" e por "obrigação moral"
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, reivindicou hoje ter infligido, com apoio norte-americano, "o golpe mais duro" da história do regime iraniano e exortou os países europeus a juntarem-se a esta "guerra pelo bem", por "obrigação moral".
Falando em Jerusalém no memorial de Yad Vashem, na abertura das cerimónias em memória das vítimas do Holocausto, Netanyahu defendeu que "no momento da verdade, é preciso ir à guerra pelo bem, pela vida" e que a Europa "jurou defender o bem após a [2.ª Grande] Guerra".
A Europa "tem uma profunda obrigação moral", mas "perdeu o controlo da sua identidade, dos seus valores, da sua obrigação de proteger a civilização da barbárie", mas "Israel não esqueceu este mandamento cristão", argumentou.
"Estamos a defender a Europa, uma Europa que esqueceu tantas coisas desde o Holocausto", adiantou Netanyahu, reivindicando estar a "defender o mundo inteiro" com o Presidente norte-americano, Donald Trump.
Nos ataques iniciados a 28 de fevereiro contra o Irão, referiu, "Israel está ao lado dos Estados Unidos na vanguarda do mundo livre", e a Europa "pode aprender muito" com estes dois países "e, acima de tudo, o mais importante: distinguir o bem do mal".
Israel assinala o seu Dia da Memória do Holocausto de segunda-feira à noite a terça-feira, em homenagem aos seis milhões de judeus assassinados pelos nazis durante a Segunda Guerra Mundial.
Na sua intervenção no Yad Vashem, Netanyahu contratulou-se por ter "desferido ao regime de terror iraniano o golpe mais duro da sua história”.
"Se não tivéssemos agido, nomes como Natanz, Fordo, Isfahan (...) poderiam ter ficado para sempre associados à infâmia, tal como Auschwitz, Treblinka, Majdanek e Sobibor", afirmou o líder israelita, comparando as instalações nucleares iranianas aos campos de concentração nazis.
As comemorações oficiais, organizadas todos os anos em abril ou maio, segundo o calendário hebraico, tiveram início num contexto de frágil cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, mais de um mês após o início da guerra no Médio Oriente.
Abril pode ser "ainda pior do que março" para o petróleo e o gás natural, avisa chefe da AIE
O mês de abril "deverá ser ainda pior do que março" para o setor da energia, mesmo que a guerra no Irão encontre rapidamente uma conclusão, alertou hoje o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol.
Enquanto alguns navios conseguiram em março entregar a sua carga que tinha sido "carregada antes do início da crise (...) Nada pôde ser carregado" este mês no Golfo, declarou Birol numa conferência de imprensa.
O responsável da AIE falava na sequência de um encontro com a diretora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e o presidente do Banco Mundial (BM), Ajay Banga, para coordenar a sua resposta face ao impacto da guerra no Irão sobre a economia mundial.
"Trata-se da mais importante crise energética da história. E ela diz respeito ao petróleo e ao gás natural, mas também a outros produtos básicos essenciais, como os fertilizantes, os produtos petroquímicos ou ainda o hélio", referiu o diretor da AIE.
Face a esta situação, as três organizações internacionais, que hoje se reuniram querem "partilhar [as suas] capacidades de avaliação para acompanhar não apenas a crise, mas também como os países estão a responder", salientou por seu lado Kristalina Georgieva.
Nesse sentido, o Fundo e o Banco recordaram estar em condições de desembolsar cada um, no mínimo, 20 mil milhões de dólares para ajudar os países mais afetados.
"Se a crise continuar, iremos redirecionar outros projetos, o que nos permitiria disponibilizar, nos próximos seis meses, um total de 50 a 60 mil milhões de dólares", assegurou por sua vez Ajay Banga, relativamente às capacidades de financiamento do BM.
Ainda mais considerando que a crise deverá persistir mesmo após o conflito terminar, devido aos "danos nas infraestruturas" petrolíferas e gasistas dos países do Golfo, avisou Georgieva.
Segundo a AIE, mais de um terço das infraestruturas energéticas dos países do Golfo foram gravemente danificadas durante o conflito iniciado em 28 de fevereiro pela ofensiva dos Estados Unidos e de Israel sobre o Irão, à qual Teerão respondeu, nomeadamente, bloqueando o estreito de Ormuz.
No entanto, Fatih Birol mostrou-se otimista, lembrando que mais de 80% das reservas estratégicas mundiais ainda estavam disponíveis.
Este responsável também apelou aos países para "não imporem restrições às exportações" e agir como "membros responsáveis da comunidade internacional".
Ofensiva israelita avança sobre Bint Jbeil: Netanyahu quer fragilizar o Hezbollah antes das negociações com o Líbano
Israel lançou novos ataques no Líbano, quando falta um dia para o encontro entre as delegações dos dois países em Washington.
"O Irão vai ter der abdicar do nuclear em prol da sobrevivência do regime"
O tenente-general Marco Serronha analisa o conflito no Médio Oriente.
Trump diz que Leão XIV "é fraco no crime e terrível na política". O Papa garante que não se vai calar
Vários líderes católicos consideram as declarações de Trump inaceitáveis. O Papa Leão XIV diz que não tem medo e promete continuar a defender a paz.
Pezeshkian a Macron: O Irão só negociará no âmbito do direito internacional
Numa conversa telefónica com o presidente francês Emmanuel Macron esta segunda-feira, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou que as exigências excessivas dos EUA impediram um acordo nas negociações do fim de semana entre Washington e Teerão, no Paquistão.
"Estabelecemos claramente as condições para o cessar-fogo e continuamos empenhados em cumpri-las", disse Pezeshkian a Macron, segundo a comunicação social estatal iraniana. "As exigências excessivas dos EUA impediram que se chegasse a um acordo… O Irão continuará as negociações apenas no âmbito do direito internacional."
"Ameaçar o Estreito de Ormuz terá consequências generalizadas para o mundo", acrescentou Pezeshkian, referindo-se à ameaça de Trump de bloquear os portos iranianos ao longo do estreito.
Na véspera das negociações de cessar-fogo, Netanyahu visitou as tropas israelitas no sul do Líbano
Benjamin Netanyahu visitou as tropas israelitas presentes no sul do Líbano, território ocupado por Israel pela primeira vez desde o início do conflito. O correspondente da CNN Internacional em Jerusalém, Oren Lierbermann, tem mais detalhes sobre o encontro.
Israel rejeita discutir cessar-fogo com o Líbano
O governo israelita respondeu aos apelos para que o país faça parte do cessar-fogo alcançado entre os EUA e o Irão, sublinhando que não quer que a questão esteja na agenda das próximas conversações com o Líbano.
“Não vamos discutir um cessar-fogo com o Hezbollah, que continua a realizar ataques indiscriminados contra Israel e os nossos civis”, afirmou a porta-voz Shosh Bedrosian, citada pela Sky News.
Funcionários de Trump discutem novo encontro presencial com o Irão
Os responsáveis estão a analisar possíveis datas e locais, caso as negociações em curso com o Irão e com mediadores na região avancem nos próximos dias, acrescentou a fonte, descrevendo as discussões como preliminares.
“Precisamos de estar preparados para organizar algo rapidamente, caso as coisas evoluam nesse sentido”, afirmou a fonte.
A maratona de reuniões de sábado, em Islamabad, foi o culminar de semanas de negociações com altos responsáveis dos EUA e intermediários, incluindo o Paquistão, mas também a Turquia, o Egito e Omã, entre outros.
Uma fonte regional disse à CNN que poderá haver outra ronda de negociações e que a Turquia está a trabalhar para aproximar as posições entre as duas partes.
Merz insta Netanyahu a interromper ataques no Líbano
O chanceler alemão, Friedrich Merz, instou o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, a cessar as hostilidades no Líbano, onde Israel afirma estar a atacar o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irão.
Merz incentivou Netanyahu a iniciar conversações de paz diretas com o governo libanês e sublinhou que o Hezbollah deverá proceder ao desarmamento, segundo o porta-voz do governo alemão, Stefan Kornelius.
O chanceler expressou também a sua “grave preocupação” com os desenvolvimentos nos territórios palestinianos, numa chamada telefónica com Netanyahu esta noite, e exigiu que “não deve haver qualquer anexação parcial da Cisjordânia.”
Diplomatas israelitas e libaneses deverão reunir-se amanhã em Washington para conversações, que o presidente do Líbano, Joseph Aoun, espera que resultem num cessar-fogo.
Arábia Saudita diz que "não há solução a não ser a entrada militar dos EUA no Irão por terra"
O correspondente da CNN Portugal em Israel, Henry Galsky, revela a posição da Arábia Saudita, que espera que os EUA repitam no Irão o que fizeram antes no Iraque.
"O Irão é um regime que não é só autoritário, é tirânico"
A comentadora Helena Ferro de Gouveia chama a atenção para a falta de neutralidade do Paquistão, mediador das negociações entre o Irão e os EUA.
O ataque ao Papa mostra como Donald Trump "está bastante incomodado, diria até desesperado"
O padre Paulo Terroso, da Arquidiocese de Braga, comenta o ataque do presidente norte-americano ao Papa Leão XIV e a forma como o líder da Igreja Católica respondeu com "apelos repetidos à paz".
Donald Trump: "O Irão não terá uma arma nuclear"
Donald Trump voltou a garantir que o Irão não vai ter uma arma nuclear. O presidente dos Estados unidos acredita num entendimento com Teerão, mas admite que esse acordo pode acontecer pela força.