Em atualização

AO MINUTO 40 cidades sob ataque russo no Donbass

As forlas russas não param de bombardear o Leste da Ucrânia e, na região de Donbass, mais de 40 cidades já foram bombardeadas. Na quarta-feira, os ataques russos mataram pelo menos quatro civis em Donetsk.
2022-05-24

O que está a acontecer

  • O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, rejeitou inequivocamente a sugestão de alguns ocidentais de que a Ucrânia devia ceder o controlo de áreas ocupadas pelas forças russas para alcançar um acordo de paz.

  • A invasão russa parou efectivamente todo o comércio marítimo nos portos ucranianos, de acordo com informações desclassificadas dos EUA, bloqueando as exportações de cereais e arriscando uma crise alimentar global. A UE acusou a Rússia de "armar" o abastecimento alimentar.

  • "Qualquer político estrangeiro que pondere aceitar a chantagem russa deve visitar primeiro as sepulturas das crianças ucranianas": o resumo da quarta-feira de guerra no dia em que o mundo se virou para os EUA

  • A Hungria vai entrar num "estado de emergência" devido à guerra, permitindo que o primeiro-ministro Viktor Orban continue a governar por decreto.
     

  • Acredita-se que pelo menos 22.000 residentes tenham morrido durante o ataque russo de três meses a Mariupol, de acordo com um funcionário da cidade portuária ucraniana. Este número não pode ser verificado de forma independente.ONU confirma quase 4.000 civis mortos em três meses de guerra. Mais de 250 são crianças

  • Bruxelas quer criminalizar violação de sanções e reforçar confisco de bens

2022-05-26
07:39

Portugal autorizou venda do Chelsea e receitas serão usadas para fins humanitários

O Governo português deu autorização à venda do Chelsea Football Club por Romam Abramovich, cidadão russo com passaporte português, e as receitas serão usadas para fins humanitários.

Em comunicado, o gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros explica que as duas autoridades nacionais competentes - Ministério dos Negócios Estrangeiros e Ministério das Finanças - deram luz verde ao pedido recebido da parte de Roman Abramovich "para uma derrogação humanitária, permitindo que o clube inglês seja transacionado".

"A autorização portuguesa decorre da garantia dada pelas autoridades britânicas de que as receitas da venda serão utilizadas para fins humanitários, não beneficiando direta ou indiretamente o proprietário do clube, que consta da lista de sanções da União Europeia", acrescenta a nota.

A posição do Governo português conta com a concordância da Comissão Europeia, adianta o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

2022-05-26
07:19

Pelo menos quatro civis mortos na região de Donetsk

Ataques russos mataram pelo menos quatro civis em Donetsk, na quarta-feira, revelou hoje o chefe do governo da região do leste da Ucrânia, Pavlo Kirilenko.

As mortes ocorreram em Liman, Sidorov e Beoresto, elevando o número de vítimas na região para 431 mortos e 1.168 feridos, disse Kirilenko, na plataforma Telegram.

O governante sublinhou, no entanto, que “é impossível determinar o número exato de vítimas em Mariupol e Volnovaja”.

As forças russas tomaram na semana passada controlo total da cidade portuária de Mariupol, após a rendição dos últimos soldados ucranianos, que estiveram entrincheirados durante quase dois meses no enorme complexo siderúrgico de Azovstal.

O chefe da administração militar regional de Dnipropetrovsk, Valentyn Reznichenko, disse na quarta-feira que as tropas russas dispararam três mísseis em Krivoy Rog contra uma empresa industrial.

"Durante a manhã, o inimigo disparou três mísseis contra Krivoy Rog. Atingiram uma empresa industrial. Danos graves. Estamos a esclarecer as informações sobre as vítimas", disse Reznichenko, acrescentando que os alarmes têm tocado sem cessar na região de Dnipropetrovsk, segundo a agência de notícias Unian.

2022-05-26
06:44

Forças aerotransportadas da Rússia envolvidas "em várias tentativas falhadas"

O boletim do Ministério da Defesa Britânico avança esta quinta-feira que as forças aerotransportadas da Rússia estiveram envolvidas "em várias tentativas falhadas" deste o início da invasão da Ucrânia.

"Isto inclui a tentativa de avançar em Kiev via Hostomel, em março, o progresso paraslizado em Izium desde abril, e as recentes travessias fracassadas e dispendiosas do rio Siverskyi Donets.

 

2022-05-26
06:22

Rússia não pára de bombardear o Leste da Ucrânia

O exército russo não pára de bombardear o Leste da Ucrânia, lançando mísseis e ataques aéreos sobre instalações e infraestruturas na chamada Zona Operacional Oriental, segundo o relatório desta manhã do Estado Maior-General das Forças Armadas da Ucrânia.

Em Donetsk , "os principais esforços do exército russo concentram-se em assumir o controlo total da aldeia de Lyman e tentar melhorar a situação tática perto de Severodonetsk e Avdiivka. (...) Artilharia e aviões de assalto estiveram envolvidos contra posições de unidades ucranianas e infra-estruturas civis na região", diz o comunicado.

O exército russo está também a tentar ganhar posição na área de Severodonetsk.

Mais a norte, também no Leste do país, o exército russo disparou morteiros e cartuchos de artilharia de 120 mm sobre duas povoações na região de Sumy, e sobre Zarichche, na região de Chernihiv.

Em Slobozhansky, "os russos cobrem sistematicamente de forma intensiva as áreas de concentração das tropas ucranianas com fogo" e dispararam também contra infra-estruturas civis.

2022-05-26
03:41

40 cidades sob ataque russo no Donbass

As forças russas bombardearam mais de 40 cidades no Donbass, no Leste da Ucrânia, disse o exército ucraniano através do Facebook, num relatório citado pela agência Reuters.

"Os ocupantes bombardearam mais de 40 cidades em Donetsk e na região de Lugansk", as duas regiões administrativas da Ucrânia que formam o chamado Donbass, onde Moscovo tem apoiado movimentos separatistas pró-russos. Segundo o mesmo relatório, divulgado esta noite pelas redes sociais, foram destruídos ou danificados 47 locais civis, incluindo 38 casas e uma escola. "Como resultado deste bombardeamento, cinco civis morreram e 12 ficaram feridos", adiantou o comando conjunto das Forças Armadas da Ucrânia.

Dez ataques russos terão sido repelidos na região que está sob a maior ofensiva russa desde Mariupol. "Quatro tanques e quatro drones foram destruídos, e 62 soldados inimigos foram mortos", acrescenta a comunicação.

Volodymyr Zelensky admitiu que a situação no Donbass está a tornar-se muito difícil para as tropas de Kiev, e tem pedido aos aliados ocidentais que enviem armamento pesado para fazer frente à grande concentração de homens e equipamento russos. Segundo Zelensky, nalguns locais do Leste as tropas russas "são muito mais numerosas do que nós".

A ofensiva russa, a partir de três direções, ameaça cortar as linhas de abastecimento aos militares ucranianos que se mantêm nas cidades de Sievierodonetsk e Lysychansk, e fechar a última grande rota de fuga para os civis das áreas sob ataque.

A tomada destas cidades deixaria toda a província de Lugansk sob controlo russo, um dos objectivos-chave do Kremlin, depois de ter falhado de forma clamorosa a conquista de Kiev.

2022-05-26
02:53

Tanques obsoletos e blindados em quase todos os cruzamentos: como os russos ocupam terreno em Zaporizhzhia

Com a conquista de posições em diversas localidades da região de Zaporizhzhia, os ocupantes russos fazem questão de marcar a sua presença de forma bem visível perante as populações locais. Segundo o comando militar ucraniano daquele oblast, só no dia de ontem 30 unidades de blindados russos chegaram à vila de Kyrylivka. "De acordo com os moradores, há veículos blindados em quase todos os cruzamentos", relatam o ponto de situação partilhado pela rede Telegram.

Na cidade de Melitopol, no sul da região, os militares russos apresentaram-se com um grande número de "tanques obsoletos T-62". "Os tanques estão equipados com canhões de calibre 115 mm. Como será que eles queimam com os Javelins e NLAW", lê-se no mesmo comunicado, numa referência à artilharia ligeira anti-taque que as forças ucranianas têm recebido dos seus aliados ocidentais.

2022-05-26
02:37

Dois mísseis de cruzeiro intercetados esta noite pela Força Aérea ucraniana

No relatório sobre a atividade das últimas 24 horas, o Comando da Força Aérea da Ucrânia informou que dois mísseis de cruzeiro russos disparados contra o sul do país foram intercetados e destruídos por caças ucranianos. Os mísseis foram disparados por volta das oito da noite de quarta-feira (hora local, menos duas horas em Portugal) por bombardeiros de longo alcance Tu-22M3. 

Segundo o relatório, é cada vez maior a concentração de meios aéreos russos perto da região do Donbass, mas não se tem verificado a invasão do espaço aéreo russo por estes aviões. 

Ao longo do dia de ontem, a força Aérea ucraniana diz ter destruído também cinco drones Orlan-10 e dez unidades de veículos blindados ligeiros, com as respetivas tripulações.

2022-05-26
02:01

Embaixador russo zangado por Putin não ter sido convidado para cerimónia evocativa de Hiroshima

O embaixador russo no Japão mostrou-se zangado por Vladimir Putin não ter sido convidado para a cerimónia anual evocativa do bombardeamento atómico de Hiroshima, que se realiza a 6 de agosto.

Segundo a televisão estatal japonesa, NHK, as autoridades de Hiroshima planeavam convidar Putin, como aconteceu no passado. Porém, depois de consultas o governo central, a cidade decidiu não o fazer, explicando que o convite poderia causar mal-entendidos sobre a posição do Japão em relação à invasão da Ucrânia pela Rússia.

Mikhail Galuzin lavrou o protesto na quarta-feira através da conta de Twitter da Embaixada da Rússia no Japão. "Uma ação tão ignóbil é mais uma prova de que os líderes do autoproclamado movimento anti-nuclear voltaram uma vez mais as costas à memória de dezenas de milhares dos seus concidadãos que se tornaram vítimas inocentes dos bárbaros bombardeamentos atómicos dos EUA".

Em 1945, quando os EUA lançaram uma bomba atómica sobre a cidade de Hiroshima e, a seguir, sobre Nagasaki, forçando a capitulação japonesa na II Guerra Mundial, os representantes russos não se mostravam tão críticos desse ato de guerra, que colocou um ponto final da II Guerra Mundial. EUA e União Soviética eram aliados, juntamente com o Reino Unido e vários outros países, contra o Eixo Alemanha/Japão. O lançamento da primeira bomba atómica acelerou a corrida da União Soviética ao armamento nuclear.

O fantasma de uma nova guerra atómica voltou desde que a Rússia invadiu a Ucrânia. Vários responsáveis russos admitiram o recurso ao arsenal nuclear do país - nomeadamente o porta-voz de Vladimir Putin, e o ministro russo dos Negócios Estrangeiros. Alheio a estes factos, o embaixador russo em Tóquio escreveu na rede Telegram que "numerosas insinuações falsas sobre a alegada possibilidade de a Rússia utilizar armas nucleares na Ucrânia estão a ser desonestamente divulgadas".

Segundo Galuzin, apesar da ameaça russa de usar bombas atómicas, a Rússia é "um verdadeiro líder que promove a não-proliferação nuclear e a eventual eliminação das armas nucleares".