Manuel Pizarro já é ministro da Saúde. "Todos os casos em que haja dificuldades de recursos têm de preocupar"

10 set, 18:05

Novo ministro pede tempo para se inteirar dos dossiês, mas reconhece que a falta de recursos humanos no SNS é uma preocupação. António Costa destaca um "política experiente", pronto para "servir a saúde dos portugueses"

Manuel Pizarro já tomou posse enquanto ministro da Saúde, substituindo Marta Temido no cargo. Às 18h05, assinava o documento que formalizava a nomeação e o compromisso de honra para com as funções que exercerá.

A cerimónia teve lugar no Palácio de Belém, não demorou mais do que cinco minutos e contou com presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que assim deu posse ao novo governante. Também o primeiro-ministro António Costa e o presidente da Assembleia da República Augusto Santos Silva estiveram no momento. A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, também marcou presença.

Marta Temido marcou presença, recebendo um cumprimento por parte do Presidente da República e do primeiro-ministro. "Obrigada" foi uma das palavras que a ex-ministra da Saúde dirigiu a Costa.

Em Belém estiveram ainda três governantes: a ministra da Defesa Nacional, o ministro da Economia e a ministra da Ciência. 

Manuel Francisco Pizarro de Sampaio e Castro, de 58 anos, era eurodeputado, especialista em medicina interna no Hospital de São João, no Porto, e presidente da Federação Distrital do Porto do PS. Para assumir esta nova função, perde mais de metade do salário que auferia enquanto eurodeputado.

Foi secretário de Estado da Saúde por duas vezes nos governos de José Sócrates. Manuel Pizarro foi também por duas vezes candidato derrotado a presidente da Câmara do Porto e foi nono na lista de candidatos a eurodeputados socialistas nas últimas eleições para o Parlamento Europeu. Mais recentemente, substituiu Carlos Zorrinho na liderança dos deputados do PS no Parlamento Europeu.

Manuel Pizarro substitui Marta Temido que, na madrugada de 30 de agosto, apresentou a demissão na sequência da morte de uma grávida durante a transferência entre hospitais de Lisboa, por falta de vagas no Santa Maria.  Após a tomada de posse de Pizarro, Temido confirmou que foi este episódio a ditar a demissão.

Costa agradece a Temido. Pizarro reconhece que são “necessários mais meios”

À saída da cerimónia, António Costa começou por agradecer o contributo de Marta Temido. “Quero nesta ocasião, mais uma vez, agradecer publicamente toda a dedicação, empenho e o serviço prestado ao país e aos portugueses pela Dra. Marta Temido, muito em especial num período que sabemos que foi excecionalmente difícil para todos”, numa referencia à pandemia de covid-19.

Depois, o primeiro-ministro agradeceu a disponibilidade” de Manuel Pizarro para voltar a Portugal e “servir a saúde dos portugueses”. “É um político experiente”, disse. Questionado sobre as posições assumidas pela oposição, Costa afirmou ainda que seria estranho se tivesse escolhido um “adversário do PS” e não um elemento do partido para as funções de ministro da Saúde.

Já o novo ministro da Saúde disse guardar para os próximos dias “as primeiras intervenções públicas”, uma vez que terá de se adaptar aos dossiês. Ainda assim, questionado pelos jornalistas sobre os casos de falta de profissionais, reconheceu que são “sempre necessários mais meios”. “Todos os casos em que haja dificuldades de recursos, são casos que têm de preocupar”, reforçou.

Relacionados

Governo

Mais Governo

Patrocinados