Ministério Público confirma investigação aos "factos ocorridos no Ministério das Infraestruturas"

Agência Lusa , Com Sandra Felgueiras
18 mai, 12:09
João Galamba (Lusa/EPA)

Confirmação partiu da Procuradoria-Geral da República, que explica que o "inquérito é dirigido pelo DIAP Regional de Lisboa e encontra-se em segredo de justiça”

Há cerca de duas semanas, a CNN Portugal e a TVI questionaram o Ministério Público (MP) sobre se iria ser aberto um inquérito aos factos ocorridos no Ministério das Infraestruturas. A confirmação chegou esta quinta-feira. A Procuradoria-Geral da República (PGR) disse que está a investigar os acontecimentos no Ministério das Infraestruturas que envolveram o gabinete do ministro João Galamba e o ex-adjunto Frederico Pinheiro.

“Confirma-se, como já é do domínio público, a existência de inquérito tendo por objeto os factos ocorridos no Ministério das Infraestruturas e aqueles que com os mesmos se encontrem relacionados. Este inquérito é dirigido pelo DIAP [Departamento de Investigação e Ação Penal] Regional de Lisboa e encontra-se em segredo de justiça”, referiu a Procuradoria-Geral da República (PGR), em resposta enviada à CNN Portugal e também à Lusa.

O que é que se passou no Ministério das Infraestruturas?

O caso que envolve Frederico Pinheiro remonta a 26 de abril e envolve denúncias contra o ex-adjunto por violência física no Ministério das Infraestruturas e o alegado furto de um computador portátil, já depois de ter sido demitido.

A polémica aumentou quando foi noticiada a intervenção do SIS [Serviço de Informações de Segurança] na recuperação desse computador.

Este episódio gerou uma divergência pública entre o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, em torno da manutenção no Governo do ministro das Infraestruturas, João Galamba, que apresentou a demissão, mas que António Costa não aceitou.

Na audição na comissão parlamentar de inquérito à TAP realizada esta quarta-feira, Frederico Pinheiro afirmou ter sido “ameaçado pelo SIS”, rejeitou que tivesse agredido os membros do gabinete do ministro das Infraestruturas e negou o roubo ou furto do computador, considerando as acusações “falsas, injuriosas e difamatórias”.

Em comunicado enviado ainda enquanto decorria a audição do ex-adjunto, as cinco funcionárias do gabinete de João Galamba acusaram Frederico Pinheiro de mentir na comissão de inquérito sobre os incidentes de 26 de abril.

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