A precisar de férias das férias? Este truque pode ajudar

27 ago, 10:00
Cansaço (Pexels)

Se quer que o regresso ao trabalho seja suave - e que dê tempo para organizar todo o pós-férias - então é melhor considerar um dia extra. Ou começar e terminar as férias a meio da semana

Regressar ao trabalho depois das férias com a sensação de que se precisa de férias das férias para descansar um pouco mais é algo familiar a todos. Mas a solução pode ser simples: agendar um dia extra entre o último dia de férias e o primeiro de regresso ao trabalho pode fazer toda a diferença.

A sugestão é dada pelo Washington Post, que sugere uma espécie de folga que fará a ponte entre o período de lazer e o de ofício e que funcionará como um meio-termo entre os ambos os estados: ainda está em modo relaxamento, mas já a preparar o regresso ao trabalho - mas sem estar, efetivamente, a trabalhar.

Diz o jornal norte-americano que este dia extra pode ser usado para todas as tarefas que se arrastam durante dias no regresso ao trabalho e que dificultam o entrar de novo na rotina, como “desfazer as malas, lavar a roupa, fazer recados”. Se dedicar um dia a isso, a primeira semana de trabalho, por si só, será mais relaxada.

A psicóloga Marta Calado vai mais longe e recomenda mesmo que, na impossibilidade do dia extra, que os dois ou três últimos dias de descanso sejam já parcialmente dedicados ao pós-férias, não no sentido de ficar agarrado o dia inteiro ao computador e a responder a todos os e-mails, mas mais numa ótica de reintroduzir as rotinas pré-férias, seja a nível de horários de acordar e deitar, prática de exercício físico, refeições, etc.

“São dois a três dias antes para estabilizamos a nossa mente e o nosso organismo, porque no período de férias exageramos sempre nas horas de refeições, nas rotinas de sono, na exposição à tecnologia”, diz a mestre em Psicologia Motivacional e Psicoterapeuta HBM, aconselhando a pessoa a introduzir as suas rotinas habituais nos últimos dias de férias, normalizando o horário de acordar e deitar, as refeições e as tarefas domésticas. Mas este período pode também ser usado como forma de planeamento (e se não conseguir o dia extra, fica a dica para o primeiro dia de trabalho). “Devemos começar com pequenas tarefas diárias, fazendo uma gestão das prioridades, fazer um planeamento com antecedência, que poderia ter sido deixado antes das férias.”

No dia extra antes do regresso - ou caso pretenda dedicar os últimos dias de férias para se preparar para o trabalho -, a psicóloga recomenda “levantar um pouco mais cedo para tomar um bom pequeno-almoço”, quase como um “alerta” para o facto de o modo férias estar a chegar ao fim, mas também para que tenha algum tempo para “cuidar de si” e fazer algumas coisas que até nas férias ficaram em stand-by - como ouvir música, ler, estar a par das notícias, etc. Mas o objetivo, frisa, “é iniciar o regresso ao trabalho com boa disposição” e com bons hábitos.

“As férias dão-nos, e é suposto que isso aconteça, uma sensação única de liberdade total de horários e rotinas e agora temos de fazer o oposto, e é importante voltarmos à rotina, mas fazê-lo de forma tranquila e saudável. Devemos evitar que [o regresso à rotina] seja abrupto, devemos fazer com que nos readaptemos em termos pessoais, que organizemos a casa com tempo”, continua a especialista, que se mostra também apologista do dia extra entre as férias e o regresso ao trabalho e até mesmo de uma estratégia mais ousada: começar e terminar as férias a meio da semana.

“Há um estudo que garante que o regressar a meio da semana [após as férias] vai fazer com que existam apenas dois ou três dias [de trabalho] até que haja a pausa do fim de semana, e, com isso, o impacto do regresso é menor”, assegura, defendendo que esta estratégia dá à pessoa um maior jogo de cintura para gerir o trabalho que tem em mãos no regresso.

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