Os portugueses querem "um demitido" para primeiro-ministro? Rui Rocha diz que Pedro Nuno Santos acumula "nódoas no currículo"

Agência Lusa , ARC
20 jan, 12:25
Rui Rocha na convenção da Iniciativa Liberal (António Pedro Santos/Lusa)

Rui Rocha garante que "já não há produto de limpeza que possa branquear o que foi o desempenho de Pedro Nuno Santos”. "Queremos que uma pessoa que não sabe gerir a TAP, que não soube criar soluções na habitação nem nos transportes, tenha sequer ter a hipótese de ser primeiro-ministro de Portugal? Eu não quero", garantiu

O líder da Iniciativa Liberal (IL), Rui Rocha, desafiou este sábado os portugueses a refletir se querem “um demitido” para primeiro-ministro, referindo-se ao secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, um candidato que “vai acumulando nódoas no currículo”.

“Pedro Nuno Santos demitiu-se. Tudo o que sabemos até agora do que foi acontecendo, se foi apurando, faria que ele se fosse demitindo praticamente todas as semanas. Demitiu-se por um motivo, mas tudo o que se conhece da gestão da TAP, da falência dos transportes e da habitação, faria com que Pedro Nuno Santos estivesse a repetir sucessivas demissões. Podemos acreditar que um demitido seja solução para Portugal. Eu não acredito e convido os portugueses a refletirem muito bem sobre isso”, referiu.

O presidente da IL disse que “já não há produto de limpeza que possa branquear o que foi o desempenho de Pedro Nuno Santos” que tem “acumulado nódoas no currículo”.

“O problema é que Pedro Nuno Santos quer ser primeiro-ministro de Portugal e temos, nós portugueses, de olhar para esta acumulação de nódoas que não pode nem deve ser branqueada e fazer uma pergunta muito simples: queremos que uma pessoa que não sabe gerir a TAP, que não soube criar soluções na habitação nem nos transportes, tenha sequer ter a hipótese de ser primeiro-ministro de Portugal? Eu não quero. Não quero por mim, pela minha família. Não quero pelos meus filhos, sobretudo”, afirmou.

Na Póvoa de Varzim, no distrito do Porto, onde Rui Rocha foi contactando com vendedoras e clientes, tendo ouvido muitas queixas sobre a falta de poder de compra, o líder da IL focou a sua intervenção num apelo ao voto nas legislativas de 10 de março e na necessidade de criar condições para que os jovens se mantenham em Portugal.

“Temos de dar um sentido de urgência a esta mudança. O país não tem mais tempo a perder. Não basta mudar o Governo, é preciso mudar o país. Não podemos continuar dia após dia, semana após semana, ano após ano, década após década, a perder os nossos jovens. A dizer-lhes que a única solução é sair de Portugal. Temos de inverter isto”, disse Rui Rocha.

O líder da IL considerou que “o PS está no Governo há oito anos e em oito anos não conseguiu resolver nenhum dos problemas do país”, apontando que o fizer agora é por motivos eleitoralistas e por estar “pressionado”.

“Sabemos como está a saúde e a habitação, os transportes e relativamente à função pública foi completamente incapaz de resolver os problemas das pessoas. Acredito que o PS teve todo o tempo do mundo para resolver as questões do país e não o fez. Se resolver alguma coisa agora é só porque está tão pressionado e por eleitoralismo avançará com algumas medidas, mas não deixam de ser medidas eleitoralistas e que fazem transparecer o que foi a gestão do PS: empurrar, empurrar, empurrar”, considerou.

Já, a propósito da saída de António Maló de Abreu do PSD para o Chega, confrontado sobre se teme que também da IL saiam pessoas para outros partidos, Rui Rocha disse só ter preocupação com duas saídas.

“As únicas saídas que me preocupam são a saída do PS do Governo e a saída de jovens para o estrangeiro. Temos um em cada três jovens de Portugal a viver fora do país. A IL quer dizer, com sentido de responsabilidade e ambição, que há um país onde os jovens podem ficar. O nosso foco total está nisso e em tirar o PS do Governo”, concluiu.

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