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Há alguma forma de tornar a batata frita saudável? Há seis dicas para atenuar os males deste alimento

27 abr, 12:00
Batata Frita (Pexels)

Nos supermercados, há muito espaço para elas. Seja no corredor dos snacks, seja nos congelados. Há qualquer coisa nas batatas fritas que as torna tão desejáveis, viciantes. Mas depois, lembramo-nos da fama que têm: não são nada saudáveis

Perguntámos aos nutricionistas se há forma de tornar este pecado da batata frita um bocadinho mais pequeno. Mas temos de fazer já o aviso: nenhum especialista recomenda que consuma este tipo de alimentos. A fazê-lo, só em ocasiões especiais. Um dia não são dias.

“Quanto às diferentes opções de batatas fritas pré-fritas que encontramos no mercado, não existem diferenças substanciais”, aponta Beatriz Vieira, nutricionista do Hospital Lusíadas Amadora.

Porque todas são alvo de fritura com óleos vegetais. Porque todas têm aditivos. “Não só não apresentam qualquer benefício para a saúde, como a prejudicam”, diz Gonçalo Botelho, especialista em medicina preventiva e funcional da Clínica Pilares da Saúde.

(Pexels)

Dicas úteis para aplicar aí em casa

Depois desta parte, sim, temos conselhos para tentar atenuar os efeitos negativos da batata frita.

1: Tenha atenção à forma. Quanto maior for a área da superfície da batata, mais óleo será absorvido. Logo, mais óleo consumimos.

2: Escolha batata de produção biológica e adequada ao processo de fritura. Gonçalo Botelho aconselha a batata-doce.

3: Escolha bem o óleo com que vai fritar as batatas. Gonçalo Botelho avisa que os óleos vegetais – como o óleo canola e os óleos de soja, amendoim, milho e girassol – “são um problema sério para a saúde da população em geral”. Já explicamos o que acontece quando fritamos um alimento. Por agora, é tempo de apresentar alternativas: “os dois melhores óleos vegetais que existem são o óleo de coco virgem biológico e o azeite virgem extra”. O primeiro é indicado pelo especialista como o melhor, até porque “a sua qualidade não se deteriora a altas temperaturas”. Tem é uma desvantagem: o sabor, que pode não agradar a todos.

4: Evite reutilizar o óleo. “O número de vezes por dia/semana/mês que consumimos batata frita deve ser o menor possível e a quantidade que é consumida a cada refeição deve ser o mais reduzida possível”, diz Gonçalo Botelho.

5: Depois de cozinhadas, limpe o excesso de óleo. E não adicione sal.

6: Procure alternativas à fritura. A “airfryer” - fritadeira de ar, em português – “reduz muito ou evita mesmo a utilização de qualquer um dos óleos prejudiciais à saúde, sendo, por esse motivo, uma opção a considerar, aponta.

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Então, qual a melhor forma de comer batata?

A resposta a esta pergunta é rápida para Beatriz Vieira: “cozida em água ou em vapor ou assada no forno”.

Vejamos porquê tomando 100 gramas de batata para comparação. Se for cozida, esta quantidade tem 87 quilocalorias e 0 gramas de gordura. Se for assada, são 159 quilocalorias e 4,8 gramas de gordura. Se for frita, dispara para 227 calorias e 10,8 gramas de gordura.

Excesso de peso, obesidade, diabetes, cancro colorretal, hipertensão arterial. É para reduzir as probabilidades de desenvolver alguma destas doenças que deve evitar ao máximo o consumo de batatas fritas – não pelas batatas em si, antes pela gordura com que são preparadas.

(Pexels)

Duas coisas que acontecem enquanto fritamos

A fritura, que dá às batatas aquele aspeto dourado que põe muitos a babar, leva à produção de acrilamida. 

“O desenvolvimento da acrilamida ocorre em alimentos que contêm um elevado teor de amido quando são submetidos a altas temperaturas de confeção. Este é um composto com efeitos adversos para a saúde humana, sendo recomendado limitar o consumo de alimentos com uma elevada quantidade desta substância”, explica Beatriz Vieira.

Além disso, à custa das altas temperaturas, os óleos oxidam: a gordura monoinsaturada ou polinsaturada é transformada em gordura trans, que é considerada anti nutriente e nefasta para a saúde.

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