"Jamais podia agredir a pessoa que eu mais amo". José Castelo Branco diz-se vítima de uma cabala e garante estar inocente

9 mai, 00:06

Suspeito de violência doméstica sobre Betty Grafstein garante que há "muita gente implicada" na sua denúncia, que diz ser falsa

José Castelo Branco garante que está a ser alvo de uma “cabala” no caso em que é acusado de violência doméstica sobre a mulher, Betty Grafstein.

Em declarações exclusivas à CNN Portugal, o socialite quebrou o silêncio após um dia de detenção. “Nunca [a agredi]. Jamais podia agredir a pessoa que eu mais amo”, referiu, dizendo que tudo o que faz é ajudar a mulher, de 95 anos.

“Chamam agressão eu dizer ‘levanta-te, mexe-te, fica firme, como uma rainha’? Chamam a isso bater, chamam a isso bullying?”, questionou, falando muitas vezes em inglês.

"Como é que a Betty chegava aos 95 anos em bom e só agora é que está mal, porque está privada de mim?”, continuou, sugerindo que todo o caso não passa de uma cabala contra a sua pessoa, mas sem querer concretizar quem poderá estar por detrás da denúncia.

"Não é altura de o dizer", afirmou, dizendo que há "muita gente implicada" nesta situação. Sem fazer uma ligação concreta, passou imediatamente para o filho de Betty Grafstein, Roger: "Tem estado ao telefone com a mãe. Sei que proibiu visitas [ao hospital], não só a minha, como de qualquer tipo."

José Castelo Branco descreveu, depois, o dia do internamento. Betty Grafstein foi para os cuidados intermédios da CUF Cascais com uma fratura, depois de uma queda que ainda não foi totalmente esclarecida.

Já nas instalações hospitalares a norte-americana chamou o marido ao quarto. "Faço-lhe uma festa nariz com nariz, dou-lhe um beijo na testa, a seguir olho para ela e disse 'tenho uma surpresa lá fora'." Era o padre Pedro, que acompanha o casal há vários anos.

Betty estava, então, consciente e bem-disposta, contOU José Castelo Branco, que durante a conversa entre os dois ficou de lado, com uma médica.

Palavras de funcionário? "Mentira"

A CNN Portugal recolheu declarações exclusivas de um antigo funcionário do casal, que descreveu uma série de alegadas agressões de José Castelo Branco à mulher.

"Mentira, nunca aconteceu uma situação dessas", respondeu o socialite, apontando que os advogados que o defendem "só agarram em casos honestos".

Questionado diretamente sobre quem está a mentir, José Castelo Branco disse apenas que "não precisa" de mentir, mas há uma "outra história", os relatórios médicos.

Entende o marido de Betty Grafstein que esses relatórios encerram outra realidade, mas não concretizou aquilo que pensa sobre as queixas apresentadas pelos médicos e pelo hospital, responsáveis pela queixa que deu entrada em Sintra.

Sem querer "pôr em causa" a competência dos clínicos, José Castelo Branco sublinhou que indicou aos médicos como a deviam tratar - "conheço melhor o corpo dela do que o meu" -, nomeadamente com a administração de sódio, mesmo antes de tratar das feridas que a mulher apresentava.

"Eles ficam danados comigo. Não estou a pôr em questão a sapiência dos senhores, mas eu sei, eu conheço", reiterou, dizendo que a queixa "é normal", uma vez que "os médicos não gostam que se caia em cima", como José Castelo Branco disse ter feito desde o início, incluindo ao ponto de, afirmou, ter "descoberto" a pneumonia de Betty Grafstein.

"Para defender a minha Betty sou capaz de agarrar um leão, de apanhar um touro de frente. Defendo-a até à morte. Tenho sido crucificado. Tenho carregado a minha cruz até ao calvário", afirmou, dizendo que é a saúde da mulher que mais o preocupa.

A argumentação de que a postura do hospital é "estranha" já tinha sido defendida por Fernando Silva, advogado de defesa, que à saída do tribunal alegou estar muita coisa em causa nesta situação.

José Castelo Branco deixou ainda uma revelação sobre o que terá dito a mulher ao juiz que se deslocou à CUF para a ouvir. "A única coisa que ela disse, vou dizer em primeira mão, 'empurrou-me', só disse assim. A seguir disse 'não quero falar mais, o meu filho não gosta de mim' e começou a chorar copiosamente", acrescentou.

Voltando aos hospitais, o socialite lamentou que a mulher esteja a ser tratada por pessoas que não conhece, acusando médicos e enfermeiras de não estarem no seu "espírito".

Questionado sobre se pensa regressar a Nova Iorque, José Castelo Branco disse que sim, mas nunca antes de a mulher ter alta hospitalar.

Relacionados

Crime e Justiça

Mais Crime e Justiça

Patrocinados