Marco "Orelhas" condenado a 18 anos de prisão pela morte de adepto do FC Porto. Filho condenado a 20 anos

António Guimarães , com Lusa
8 mai, 17:22

Ministério Público falava em natureza "vil e mesquinha" do ataque

Renato Gonçalves foi condenado a 20 anos de prisão, enquanto Marco “Orelhas” e Paulo Cardoso foram condenados a 18 anos. Uma sentença conhecida na sequência do homicídio de Igor Silva, adepto morto à facada nos festejos do último título de campeão nacional do FC Porto.

O crime ocorreu no Estádio do Dragão e foi cometido por elementos com ligação à principal claque do clube, os Super Dragões, nomeadamente Marco “Orelhas”.

Na alegações finais, o Ministério Público (MP) tinha pedido pena máxima para estes três arguidos, salientando a natureza “vil e mesquinha” do ataque e a sua falta de “pingo de remorsos”.

Os outros quatro arguidos que estavam igualmente acusados de matar o adepto foram absolvidos do crime de homicídio.

A acusação refere que desde o início de 2022 que cinco dos 11 arguidos mantinham um clima de conflito com a vítima motivado por agressões entre eles e familiares.

A 8 de maio de 2022, cerca das 02:00, durante os festejos do título de campeão nacional de futebol conquistado pelo FC Porto, alguns dos arguidos envolveram-se numa acesa troca de palavras com a vítima mortal, junto ao Estádio do Dragão, sustenta.

E, acrescenta a acusação, motivados por um desejo de vingança, alguns dos suspeitos perseguiram, manietaram e agrediram a vítima com o propósito de lhe tirar a vida, agredindo-o a socos, murros e pontapés e usando uma faca com uma lâmina de cerca de 15 a 20 centímetros.

Nessa sequência, a vítima mortal, de 26 anos, foi esfaqueada várias vezes em diferentes partes do corpo e, apesar de ainda ter sido transportada para o Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto, acabou por morrer, refere.

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