IL critica falta de "coragem e ambição" do Governo: "Eu vi planos, mas ainda não vi reformas estruturais"

Agência Lusa , BCE
15 jun, 18:46
Rui Rocha presidente do partido Iniciativa Liberal (LUSA/Estela Silva)

Para o líder da Iniciativa Liberal, após três meses de governação, o Governo terá agora de começar a governar, uma vez que lançar planos "já não é suficiente”

O presidente da Iniciativa Liberal (IL), Rui Rocha, afirmou este sábado que os planos até agora anunciados pelo Governo não são suficientes para mudar estruturalmente o país e sublinhou a necessidade de materializar essas iniciativas em “reformas estruturais”. 

“Para mudar estruturalmente o país é preciso coragem, ambição e eu temo que todos estes planos, confrontados com a realidade, não sejam suficientes para transformar o país. […] Eu vi planos, mas ainda não vi reformas estruturais”, disse Rui Rocha, em declarações aos jornalistas, numa visita à Feira Nacional da Agricultura (FNA), em Santarém.

Segundo o líder da Iniciativa Liberal, após três meses de governação, o executivo PSD/CDS-PP terá agora de começar a governar, uma vez que lançar planos "já não é suficiente”.

Estamos no terceiro mês de governação e o Governo leva três fases: uma primeira em que foi atropelado pela realidade, uma segunda em que lançou muitos planos e uma terceira, que está agora a começar, em que o governo vai ter mesmo que governar. […] Já não basta lançar planos, não é suficiente". referiu. 

Rui Rocha considerou ainda que a equipa liderada pelo social-democrata Luís Montenegro mostra “alguma falta de envolvimento político”, num contexto que é, “por natureza, instável”. 

“Mas também é preciso dizer que algumas oposições, nomeadamente o Partido Socialista e o Chega, não têm agido com responsabilidade”, criticou.

Para o líder da IL, o PS e o Chega têm por várias vezes agido em função do interesse político e não para atender às preocupações da população.

“Eu creio que já tivemos alguns episódios em que houve pura tática política e não houve consideração dos interesses portugueses […], e isso é uma crítica deve ser feita”, referiu.

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