Das televisões à consultoria financeira, Biden aplica novas sanções à Rússia

8 mai, 18:03
Joe Biden (Getty Images)

Na lista de medidas constam sanções a 27 executivos do Gazprombank. Todos os americanos ficarão também proibidos de prestar serviços de consultoria a russos. Estados Unidos reforçam ainda o compromisso do G7 no embargo ao petróleo russo

Os Estados Unidos da América anunciaram este domingo novas sanções à Rússia, numa tentativa de isolar Vladimir Putin e a Rússia. Uma das medidas passa por sanções a três estações de televisão controladas direta ou indiretamente pelo Estado (o Canal 1, a Russia-1 e a NTV), que Washington considera que “alimentam as receitas do Estado russo”, retirando-lhes anunciantes e material de produção norte-americanos.

O país liderado por Joe Biden vai também proibir os norte-americanos de fornecerem serviços de contabilidade e consultoria empresarial a “qualquer pessoa na Federação Russa”. “Esses serviços são fundamentais para as empresas e elites russas construírem riqueza, gerando receita para a máquina de guerra de Putin”, alega.

Em comunicado, a Casa Branca anuncia que, depois dos Estados Unidos, todos os parceiros do G7 se comprometeram a eliminar ou proibir a importação de petróleo russo, de forma faseada.

O país anunciou ainda que vai avançar com sanções a oito executivos do Sberbank, vinte e sete executivos do Gazpromank (incluindo o presidente executivo, Andrey Akimov, da instituição através da qual a maior parte da Europa compra gás russo) e ao Moscow Industrial Bank, incluindo as suas dez subsidiárias. Serão impostas restrições de vistos a cerca de 2.600 russos e bielorussos, admitindo-se agora uma nova política de barreiras no que diz respeito a militares da Federação Russa.

Mais tarde, o secretário de Estado, Antony Blinken, esclareceu que entre os sancionados estão pessoas que os Estados Unidos acreditam que operaram em Bucha, cidade nos arredores de Kiev onde foram encontradas valas comuns com centenas de corpos, e onde se julga terem sido cometidos crimes de guerra.

Os Estados Unidos querem criar dificuldades adicionais à indústria russa e, para tal, vão também emitir uma nova diretiva com restrições adicionais às exportações de produtos de madeira, motores industriais, caldeiras ou ventiladores.

A Casa Branca, em comunicado, dá conta de que a reunião de Joe Biden com Volodymyr Zelensky serviu para “reforçar o compromisso partilhado para fortalecer a posição da Ucrânia” e congratula-se com a estratégia seguida, já que mil empresas e mais de 200 mil russos, “muitos dos quais altamente qualificados”, já abandonaram a Rússia.

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