Outubro é o mês em que o gás vai disparar. Mas atenção: a eletricidade também aumenta para alguns

29 set, 18:01
Gás (Pexels)

Saiba com o que contar

O mês de outubro arranca no próximo sábado com fortes aumentos nas tarifas do gás. Haverá uma enorme subida de preço no mercado liberalizado, mas as tarifas também sobem no mercado regulado. Todos eles foram sendo anunciados ao longo dos meses de verão. 

A 1 de junho, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) emitiu um comunicado no qual informava os consumidores que em outubro o aumento na tarifa de gás natural seria de 3,9%, quando comparada com o mês anterior. Um acréscimo que deverá permanecer até 30 de setembro de 2023. 

De acordo com o mesma nota, se a comparação for feita tendo em conta o preço médio do ano gás anterior (2021-2022), então os portugueses vão verificar "um acréscimo médio de 8,2% no preço de venda final". Ou seja, no ano 2022-2023 o gás natural vai custar à carteira dos consumidores mais 8,2%. 

A ERSE deixou mais alguns exemplos da variação média.

Tarifas de Acesso às Redes
Tarifas transitórias de Venda a Clientes Finais

Gás natural mercado liberalizado 

A Galp também anunciou, no final de agosto, que iria aumentar em oito euros o preço do gás natural a partir de 1 de outubro. Antes, já a EDP Comercial tinha dito que iria aumentar o preço do gás "em média, 30 euros na fatura dos clientes" residenciais, os quais são acrescidos de "cinco a sete euros de taxas e impostos". O aumento médio chega aos 170%.

Ambas as empresas justificaram a decisão com a escalada de preços do gás nos mercados internacionais.

Também a Goldenergy anunciou que o aumento médio da fatura de outubro seria de 10 euros, já com taxas e impostos, "nos segmentos residencial e pequenos negócios". No entanto, se nos focarmos apenas nos clientes residenciais, esse aumento deverá rondar os seis euros. 

A luz também vai ficar mais cara

O preço da eletricidade também vai sofrer alterações a partir do próximo sábado, mas só para aqueles que pertencem ao mercado regulado. 

A 15 de setembro, a ERSE anunciou, em comunicado, que a tarifa de Energia do mercado regulado iria sofrer uma atualização a partir do dia 1 de outubro: mais 5 euros por megawatt-hora (MWh), já com taxas e impostos. Ora, isto representa, para a maioria dos clientes domésticos do mercado regulado, "um aumento de aproximadamente 3%", em relação aos preços em vigor.

Significa isto que a partir de sábado o preço do quilowatt-hora (kWh) passa de 0,1542€ + IVA para 0,1599€ + IVA. A ERSE deixou alguns exemplos.

Uma fatura média mensal para um casal sem filhos, considerando uma potência anual de 3,45 kilovoltamperes (kVA) e um consumo de 1.900 kWh por ano, será de 38,22 euros, traduzindo-se num acréscimo de 1,05 euros face a setembro. 

Já para um casal com dois filhos, com uma potência de 6,9 kVA e um consumo anual de 5.000 kWh por ano, o aumento será de 2,86 euros para uma fatura mensal de 94,97 euros.

As tarifas da energia já tinham sido atualizadas em abril e revistas em julho. Com a atualização, aplicada a partir de 1 de outubro, a variação tarifária média anual em baixa tensão normal, entre 2022 e 2021, passa a ser de 1,8% no mercado regulado do setor elétrico.

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