Chega chama ministra da Administração Interna ao parlamento devido aos ataques racistas no Porto

Agência Lusa , BCE
5 mai, 18:19
André Ventura (LUSA)

André Ventura quer saber "por que razão a baixa do Porto tem sido assolada por ataques, roubos e outro tipo de crimes, muitas vezes cujos autores são imigrantes, quer argelinos, marroquinos ou outros, e tal tem sido escondido do país nos últimos tempos"

O líder do Chega condenou hoje a violência e os crimes de ódio contra imigrantes e sugeriu que o que aconteceu no Porto pode estar relacionado com “ataques e roubos” na cidade, pedindo explicações à ministra da Administração Interna.

“O Chega decidiu chamar de urgência ao parlamento a senhora ministra da Administração Interna não só para explicar e apresentar os dados que tenha na sua posse em relação ao que ocorreu no Porto e às motivações desse ataque, que deve ser investigado e punido severamente, mas também para explicar por que razão a baixa do Porto tem sido assolada por ataques, roubos e outro tipo de crimes, muitas vezes cujos autores são imigrantes, quer argelinos, marroquinos ou outros, e tal tem sido escondido do país nos últimos tempos”, afirmou.

André Ventura falava aos jornalistas na sede nacional do Chega, em Lisboa, sobre as agressões a imigrantes que aconteceram na madrugada de sexta-feira no Porto.

“A senhora ministra deve explicar o que pretende fazer sobre esta situação para evitar que a violência e o ódio se multipliquem e que a segurança e a ordem sejam verdadeiramente a regra em Portugal, e não episódios como este”, defendeu.

O líder do Chega disse que o seu partido “condena sem reservas toda a violência, todos os crimes de ódio ou motivados por qualquer outro fator” e saudou o trabalho das forças de segurança e de investigação criminal.

Apontando que “a violência não pode ter lugar em Portugal” e que a condenação deve ser clara e inequívoca”, Ventura recusou também ser “hipócrita sobre o que se passa, nem ter dois pesos e dois medidas”.

André Ventura disse não existirem certezas “em relação à origem dos agressores, as suas motivações e aquilo que levou aos ataques” e que a “PSP disse que era prematuro falar de ataques racistas ou com motivação racista”.

“Há um problema profundo que não sabemos ainda se originou ou não os conflitos relacionados com os ataques no Porto”, afirmou.

O presidente do Chega acusou ainda o primeiro-ministro de hipocrisia porque “rapidamente condenou o ataque, e bem, contra os cidadãos argelinos, mas manteve-se em silêncio sobre os ataques consistentes aos lojistas da baixa do porto durante os últimos meses”.

“A esquizofrenia e paranoia coletiva de que quando há envolvimento de imigrantes devemos parar o país inteiro para olhar para uma situação concreta, ignorando todas as outras à sua volta durante todos os meses ou anos anteriores mais não é do que um sinal de uma sociedade que não consegue sair do politicamente correto e deixou de se conectar com as pessoas e com a sua realidade”, alegou.

E voltou a insistir que “há um problema de imigração descontrolada em Portugal”, pedindo ao Governo.

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