Pedro Nuno Santos critica posição do presidente da AR e defende combate ao discurso xenófobo

Agência Lusa , MM
18 mai, 12:53
Pedro Nuno Santos na apresentação do Programa de Governo (LUSA/JOSÉ SENA GOULÃO)

líder do Chega, André Ventura, protagonizou um incidente ao questionar os 10 anos previstos para a construção do novo aeroporto, ao afirmar: “Podemos ser muito melhores que os turcos, que os chineses, que os albaneses, vamos ter um aeroporto em cinco anos” e não foi advertido por Aguiar-Branco

O secretário-geral do Partido Socialista (PS), Pedro Nuno Santos, manifestou este sábado “muita preocupação” com a posição assumida pelo presidente da Assembleia da República (AR), José Aguiar-Branco (PSD), quanto ao que considera ser “um discurso xenófobo” do líder do Chega.

“Temos de combater o discurso de ódio, de discriminação, o discurso de xenofobia, que foi aquilo a que assistimos na casa da democracia: um discurso xenófobo”, declarou Pedro Nuno Santos, em declarações aos jornalistas à chegada a uma ação de campanha eleitoral no Funchal, na ilha da Madeira, com os cabeça de lista do partido às eleições regionais de 26 de maio e europeias de 09 de junho, Paulo Cafôfo e Marta Temido, respetivamente.

Na sexta-feira, no Parlamento, o líder do Chega, André Ventura, protagonizou um incidente ao questionar os 10 anos previstos para a construção do novo aeroporto, ao afirmar: “Podemos ser muito melhores que os turcos, que os chineses, que os albaneses, vamos ter um aeroporto em cinco anos”.

“O aeroporto de Istambul foi construído e operacionalizado em cinco anos, os turcos não são propriamente conhecidos por ser o povo mais trabalhador do mundo”, tinha começado por dizer Ventura, sob protestos de várias bancadas, com Aguiar-Branco a pedir para o deixarem continuar a sua intervenção porque “o deputado tem liberdade de expressão para se exprimir”.

Na perspetiva do secretário-geral do PS, “o discurso xenófobo deve ser combatido, deve ser denunciado, não deve ser facilitado, não deve ser promovido, não deve ser estimulado”.

“O PSD convenceu-se de que deixando o Chega usar do discurso xenófobo, racista, consegue anular ou não dar atenção mediática ao Chega. Ao discurso racista, ao discurso xenófobo, nós temos de dar combate, combate diário”, defendeu Pedro Nuno Santos.

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