Sondagem: PS surge à frente da AD a três semanas das Europeias e Marta Temido é a melhor cabeça de lista

17 mai, 19:58

Chega e Iniciativa Liberal aparecem com 8% e 7%, respetivamente - apenas elegendo um eurodeputado. Marta Temido indicada como a melhor escolha dos inquiridos para cabeça de lista

Se as eleições se realizassem hoje, seria o PS a sair vitorioso, atingindo 25% de votos, segundo sondagens realizadas pela IPESPE Duplimétrica para a CNN Portugal. De acordo com os mesmos dados, os socialistas surgem 2 pontos percentuais à frente do partido do Governo.

Em segundo lugar, a Aliança Democrática, que tem o ex-comentador Sebastião Bugalho como cabeça de lista, consegue 23% dos votos. Já o Chega aparece em terceiro lugar, somando 7% - mais um ponto percentual do que a Iniciativa Liberal. 

A três semanas de os europeus serem chamados às urnas, o resultado da sondagem feita para a CNN Portugal indica já uma tendência: o PS seria o único partido da esquerda a conseguir eleger eurodeputados. Isto porque nem o Bloco de Esquerda, nem o Livre, nem a CDU conseguem mais do que 2% dos votos - ainda longe dos cerca de 4,7% necessários para eleger.

Fora de cena ficam também PAN, ADN e PTP que, na sondagem da IPESPE Duplimétrica, obtêm 0% de votos. 

Por outro lado, a percentagem de inquiridos que expressou o seu desejo de não votar nas eleições de 9 de junho é bastante reduzido tendo em conta os resultados da abstenção das últimas Europeias em 2019. Então, perto de 70% dos portugueses não votaram. Agora, de acordo com a sondagem que contou com 800 entrevistas, são apenas 5% aqueles que responderam com a certeza de que não iriam votar.

Já 18% dos inquiridos assumiu estar indeciso sobre em que partido irá votar. 

Eleitores mantêm fidelidade. Marta Temido "melhor escolha"

A sondagem dá conta de outro fenómeno que pode fazer a diferença para os líderes partidários no Dia D: a maioria dos votantes hoje repetiria o voto no mesmo partido em que apostou em 2019. É o caso daqueles que escolhem o PS (62% votaram nos socialistas há cinco anos) e da AD, onde a mesma percentagem é um pouco maior - 64%.

Já relativamente à questão sobre qual partido teve a melhor escolha para cabeça de lista às Europeias, 31% dos inquiridos elegem a ex-ministra da Saúde Marta Temido como preferida. Sebastião Bugalho é indicado por 22% dos eleitores e João Cotrim Figueiredo por 15%.

Fora do pódio fica Catarina Martins, cabeça de lista do Bloco de Esquerda, que chega nesta categoria aos 7% - dois pontos percentuais acima de António Tanger Corrêa, do Chega (5%), de João Oliveira, da CDU (3%) e de Francisco Paupério, do Livre (1%).

Ficha técnica: 

A presente sondagem foi realizada pelo IPESPE/ Duplimétrica para a TVI e a CNN Portugal.  As entrevistas aleatórias por cotas foram realizadas nos dias 6 a 13 de maio de 2024. Foram realizadas 800 entrevistas, representativas do eleitorado recenseado de Portugal, com 18 anos e mais, tendo por base os critérios de género (53% mulheres e 47% homens), idade (24% com 18 a 34 anos; 33% com 35 a 54 anos; e 43% com 55 anos e mais), e região (19% Norte, 15% Grande Porto, 22% Centro, 27% Lisboa, 12% Sul e 5% Ilhas).

Os percentuais que não totalizam 100% são decorrentes de arredondamento de decimais e/ou de múltiplas alternativas de resposta. ▪ A margem de erro máxima para o total da amostra é de 3,5 pontos percentuais, para um grau de confiança de 95,45%. A seleção dos entrevistados foi realizada através de geração aleatória de números de “telemóvel”, mantendo um proporção aproximada dos três principais operadores móveis. Quando necessário, foram selecionados aleatoriamente números fixos para apoiar o cumprimento do plano amostral. 

As entrevistas foram recolhidas através de entrevista telefónica (CATI – Computer Assisted Telephone Interviewing). A taxa de resposta foi de 59,97%. O estudo teve como objetivo avaliar a opinião dos eleitores portugueses sobre temas relacionados com o novo Governo e também com as eleições europeias, a serem realizadas em Portugal no dia 9 de junho de 2024. É importante salientar que os resultados das sondagens não são prognósticos, já que retratam opiniões e atitudes declaradas e não o comportamento efetivo dos eleitores. Além da margem de erro, acrescente-se a incerteza acerca da abstenção, não captada pelas sondagens pré-eleitorais, em que os absenteístas expressam disposição de comparecimento às urnas. A ficha técnica completa e os resultados desta sondagem foram depositados junto da Entidade Reguladora da Comunicação Social.

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