Após greve, trabalhadores da Amarsul exigem respostas da empresa

Agência Lusa , AM
10 dez 2021, 13:18
Amarsul
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Trabalhadores estiveram em greve entre 29 de novembro e 3 de dezembro por melhores salários e subsídio de risco e, após análise do protesto, pedem resposta patronal até 20 de dezembro

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Os trabalhadores da Amarsul entregaram à empresa uma resolução com cinco pontos, entre os quais o aumento dos salários e atribuição de subsídio de risco extraordinário, e exigem uma resposta patronal até dia 20 de dezembro, foi anunciado esta sexta-feira.

De acordo com informação disponível no site da Fiequimetal - Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (CGTP-IN), os trabalhadores da Amarsul estiveram reunidos em plenário na quinta-feira no ecoparque de Palmela para analisar os cinco dias de greve que fizeram, entre 29 de novembro e 03 de dezembro, e definir novos passos a dar.

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No plenário, os trabalhadores definiram cinco pontos para um acordo, numa resolução que foi entregue em mão no edifício da administração e na qual exigem resposta patronal até dia 20.

Na resolução aprovada no final da do plenário, os trabalhadores da Amarsul (empresa do Grupo EGF, detido maioritariamente pela Mota-Engil), exigem uma "resposta positiva e urgente" da administração ao Caderno Reivindicativo.

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Os trabalhadores exigem o aumento imediato dos salários, com retroativos a janeiro de 2021, e de outras prestações pecuniárias (nomeadamente, os subsídios de refeição e de transporte), num valor que reponha o poder de compra perdido nos últimos anos e a atribuição de um subsídio de risco extraordinário, no quadro do surto epidémico.

Exigem igualmente "o fim dos vínculos precários, garantindo que a cada posto de trabalho permanente corresponda um contrato de trabalho efetivo e o respeito integral pelo Acordo de Empresa em vigor".

“Os trabalhadores mandataram a Comissão Intersindical para, findo este prazo, prosseguir, desenvolver e ampliar todas as formas de luta, incluindo a greve, que se mostrem necessárias para a satisfação das suas justas reivindicações”, é referido.

Os trabalhadores da Amarsul cumpriram cinco dias de greve pelo aumento geral dos salários, bem como dos subsídios de refeição e de transporte em vigor na empresa.

A greve foi decretada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionarias e Afins e pelo Site-Sul – Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul.

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A Amarsul é responsável pelo tratamento e valorização dos resíduos urbanos dos nove municípios da Península de Setúbal (Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal).

Em julho de 2015, a Amarsul passou a integrar o grupo Mota Engil por via da aquisição da Empresa Geral de Fomento (EGF), detentora de 51% do capital social da Amarsul.

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