Do teletrabalho ao confinamento dos não vacinados: como a Europa combate a nova vaga da covid-19

Redação , JGR
15 nov, 11:10
Covid-19 no Reino Unido
Covid-19 no Reino Unido

Vários países europeus voltam a adotar medidas mais restritivas para travar aumento de casos de covid-19. Portugal não exclui confinamento e mantém todos os cenários em aberto

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O número de novos casos de covid-19 na Europa tem vindo a aumentar e a Organização Mundial de Saúde (OMS) já alertou que o velho continente vai ser o epicentro de uma nova vaga da doença. Devido ao aumento dos contágios, países como a Alemanha, Áustria e Países Baixos já começaram a impor restrições para tentar inverter esta tendência. 

Em Portugal, a ministra da Saúde já garantiu que “todos os cenários estão em aberto” no que respeita ao combate à pandemia, não descartando a possibilidade de o país voltar a confinar. 

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Do regresso do teletrabalho ao confinamento dos não vacinados, saiba quais são as principais medidas tomadas até agora para combater a nova vaga de covid-19 na Europa. 

Países Baixos impõem confinamento parcial por três semanas

O primeiro-ministro dos Países Baixos, Mark Rutte, anunciou, na passada sexta-feira, um confinamento parcial de três semanas para combater um número recorde de casos de covid-19 no país.

Numa conferência de imprensa em Haia, Rutte classificou a nova série de medidas de combate à pandemia de covid-19 como “um grande golpe de algumas semanas, porque o vírus está por todo o lado, em todo o país, em todos os setores e atingindo todas as faixas etárias”.

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Manifestantes protestaram em Haia no momento em que foram anunciadas as medidas, que entraram em vigor no sábado e durarão pelo menos três semanas.

“Felizmente, a grande maioria [da população] está vacinada, senão a aflição nos hospitais seria incalculável neste momento”, admite Rutte.

Áustria institui confinamento nacional para quem não está vacinado

Numa das restrições mais controversas na Europa, desde que se registaram os primeiros casos, o governo austríaco instituiu um confinamento nacional para quem não está vacinado contra a covid-19, com o objetivo de abrandar a propagação do novo coronavírus no país.

A medida proíbe os não vacinados maiores de 12 anos de saírem de casa, exceto para trabalhar, fazer compras, dar um passeio ou para serem vacinados e foi imposta após a Áustria ter registado uma “tendência preocupante” de aumento de casos de infeção pelo novo coronavírus nas últimas semanas.

“É nosso dever como Governo proteger o povo. Por isso, decidimos que a partir de segunda-feira haverá confinamento para os não vacinados", explicou o chanceler austríaco, em declarações aos jornalistas.

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A AP explica que as autoridades austríacas receiam que o pessoal hospitalar já não seja capaz de lidar com o aumento de doentes com covid-19.

A Áustria tem uma das taxas de vacinação mais baixas da Europa Ocidental, estando em cerca de 65% da população totalmente vacinada.

Merkel apela a “esforço nacional” para travar quarta vaga

A Alemanha está a preparar o regresso maciço ao teletrabalho, segundo um projeto de lei do Governo para deter uma nova vaga da pandemia, depois de ter levantado em julho deste ano a obrigação de trabalho remoto.

A reintrodução da norma do trabalho no domicílio surge na sequência do aumento "inquietante" dos números de novos casos diários e de mortes, desde meados de outubro, num país em que a taxa de vacinação atinge apenas 67%.

No passado sábado, a chanceler alemã apelou a um “esforço nacional” para travar a quarta vaga da pandemia causada pelo novo coronavírus na Alemanha, pedindo ainda a quem não se vacinou que o faça.

Estou muito preocupada com a situação. Estamos a enfrentar semanas difíceis. Precisamos de um esforço nacional para quebrar a pesada vaga de outono e inverno da pandemia. Se ficarmos juntos, se pensarmos em proteger-nos e cuidar dos outros, podemos salvar muito o nosso país este inverno”, disse Angela Merkel no seu podcast semanal.

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A chanceler cessante admitiu estar “muito preocupada” com o aumento acentuado de novas infeções por covid-19, com o elevado número de pacientes em cuidados intensivos e de mortes diárias, particularmente em áreas onde as taxas de vacinação são relativamente baixas, como o leste da Alemanha.

Reino Unido estende dose de reforço à faixa etária entre 40 e os 49 anos

O secretário-geral da Comissão para a Vacinação e Imunização no Reino Unido, o professor Wei Shen Lim, anunciou esta segunda-feira que a dose de reforço vai passar a ser administrada a pessoas com idades entre os 40 e os 49 anos.

A terceira dose da vacina deverá ser administrada com as vacinas da Moderna e da Pfizer, independentemente das duas primeiras doses.  O intervalo entre a segunda e a terceira dose no Reino Unido será de seis meses.

Portugal não exclui confinamento: “Todos os cenários estão em aberto”

A ministra da Saúde, Marta Temido, admitiu já na semana passada que “todos os cenários estão em aberto” no que respeita ao combate à pandemia, não excluindo um novo confinamento, numa altura em que os números da covid-19 continuam a aumentar. 

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Desde o início desta pandemia que percebemos que todos os cenários estão em aberto. Não o desejamos. Desejamos que não tenhamos que ter essa conversa", sublinhou.

Em declarações aos jornalistas no final de uma visita ao Hospital Padre Américo, em Penafiel, Temido apelou à manutenção das regras de segurança e à toma da dose de reforço da vacina contra a covid-19.

No contexto português, aquilo que está mesmo em cima da mesa é olhar para as nossas medidas não farmacológicas e apelar ao seu cumprimento e apelar à vacinação da população elegível", reforçou.

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