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Governo exonerado, Governo reposto: o 'novo' elenco de Miguel Albuquerque

4 jun, 17:45
Miguel Albuquerque após vitória na Madeira (Gregório Cunha/Lusa)

A nova secretaria regional da Economia, Turismo e Cultura passa a ser liderada por Eduardo Jesus, que já tutelava as duas últimas pastas. Já o Mar e as Pescas são integrados na Agricultura e Ambiente, secretaria tutelada por Rafaela Fernandes

Não é só Miguel Albuquerque que vai continuar à frente dos destinos da Madeira, depois da vitória do PSD nas eleições antecipadas de maio: o presidente do Governo Regional da Madeira propôs esta terça-feira ao representante da República, Ireneu Barreto, a continuidade do anterior elenco, com uma única alteração, menos uma secretaria regional.

O XV Governo Regional da Madeira será, assim, composto por sete secretarias regionais, após a extinção da pasta da Economia, Mar e Pescas, que estava a cargo de Rui Barreto do CDS, que deixa o Executivo - os centristas serão apenas conselheiros, não tendo qualquer papel governativo.

A nova secretaria regional da Economia, Turismo e Cultura passa a ser liderada por Eduardo Jesus, que já tutelava as duas últimas pastas. Já o Mar e as Pescas são integrados na Agricultura e Ambiente, secretaria tutelada por Rafaela Fernandes.

O novo elenco é ainda composto por Jorge Carvalho (Educação, Ciência e Tecnologia), Pedro Ramos (Saúde e Proteção Civil), Rogério Gouveia (Finanças), Pedro Fino (Equipamentos e Infraestruturas) e Ana Maria Freitas (Inclusão e Juventude).

Os Portos da Madeira passam para a responsabilidade da Secretaria Regional de Equipamentos e Infraestruturas e o Instituto de Desenvolvimento Empresarial (IDE) será tutelado pela Secretaria Regional de Finanças.

Na quarta-feira, o representante da República para a Madeira indigitou Miguel Albuquerque, que é também líder do PSD regional, para formar Governo com base no acordo parlamentar estabelecido com o CDS-PP, depois de ter recusado a solução conjunta proposta pelo PS e o JPP.

O PSD venceu as regionais antecipadas, em 26 de maio, com a eleição de 19 deputados, ficando a cinco mandatos de conseguir a maioria absoluta. O parlamento regional é composto por 47 lugares, sendo necessários 24 deputados para a maioria absoluta.

O PS elegeu 11 deputados, o JPP nove, o Chega quatro e o CDS-PP dois, enquanto a IL e o PAN elegeram um deputado cada. De fora do parlamento ficaram a CDU (PCP/PEV) e o BE, que nas eleições regionais anteriores tinham conquistado um mandato.

As eleições antecipadas na Madeira ocorreram oito meses após as anteriores legislativas regionais, depois de o Presidente da República ter dissolvido o parlamento madeirense, na sequência da crise política desencadeada em janeiro, quando o líder do Governo Regional (PSD/CDS-PP), Miguel Albuquerque, foi constituído arguido num processo que investiga suspeitas de corrupção no arquipélago.

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