Ministério Público pede prisão preventiva para Fernando Madureira

6 fev, 12:29

É ainda pedida prisão preventiva para um outro detido e domiciliária para outros suspeitos

O Ministério Público quer que o líder dos Super Dragões, detido no âmbito da Operação Pretoriano, fique em prisão preventiva. Pede o mesmo para um dos outros detidos, conhecido como "Polaco". É ainda pedida prisão domiciliária para outro dos detidos, Vítor Catão. Cabe agora ao juiz de instrução determinar as medidas de coação. Para o oficial de ligação aos adeptos do FC Porto, Fernando Saul, o Ministério Público pede somente que fique proibido de contactar com os outros arguidos.

Para Sandra Madureira, mulher de Fernando Madureira e também detida, o Ministério Público pede que fique proibida de frequentar recintos desportivos e que passe a estar proibida de entrar em contacto com todos os arguidos, à excepção do marido.

SAIBA MAIS
"Quem não está com Pinto da Costa vai morrer": como Fernando Madureira, o "Polaco" e demais Super Dragões montaram um "clima de medo" em conluio com funcionários do FC Porto (segundo a investigação)


Fernando Madureira foi ouvido segunda-feira durante cerca de quatro horas e meia, acabando a inquirição cerca das 22:30, depois de Fernando Saul, oficial de ligação aos adeptos do FC Porto, ter sido novamente interrogado durante a manhã.

No sábado, as diligências terminaram com as saídas em liberdade de Tiago Aguiar, outro dos dois funcionários do FC Porto envolvidos no processo, António Moreira de Sá e Carlos Nunes, mais conhecido por ‘Jamaica’, levando o número de detidos a baixar para nove.

Na quarta-feira, a PSP deteve 12 pessoas - incluindo dois funcionários dos ‘dragões’ e o líder dos Super Dragões, Fernando Madureira -, no âmbito da Operação Pretoriano, que investiga os incidentes verificados numa Assembleia Geral (AG) extraordinária do clube.

De acordo com documentos judiciais, aos quais a agência Lusa teve acesso, o Ministério Público sustenta que a claque Super Dragões pretendeu “criar um clima de intimidação e medo” na AG do FC Porto, em 13 de novembro de 2023, na qual houve incidentes, para que fosse aprovada a revisão estatutária, “do interesse da atual direção” ‘azul e branca’.

A Procuradoria-Geral Distrital do Porto divulgou que estão em causa “crimes de ofensa à integridade física no âmbito de espetáculo desportivo ou em acontecimento relacionado com o fenómeno desportivo, coação e ameaça agravada, instigação pública a um crime, arremesso de objetos ou produtos líquidos e ainda atentado à liberdade de informação”.

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