Há uma nova esperança para o tratamento da obesidade (e é usada para a diabetes)

5 jun, 22:31
Balança

O tirzepatide poderá levar a uma grande diminuição do peso corporal de quem sobre de obesidade

A obesidade foi uma doença que ganhou maior foco no século XXI, causando 1,2 milhões de mortes por ano na Europa, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde. Agora, uma descoberta pode ajudar a mudar estes números.

Chama-se tirzepatide e é um medicamento usado para tratar a diabetes. Tem tido excelentes resultados nos estudos contra a obesidade, levando a uma diminuição significativa do peso de quem sofre com esta doença - em 72 semanas, os participantes de um estudo publicado no The New England Journal of Medicine perderam 20% do peso corporal.

A professora Rachel Batterham, especialista em obesidade da University College London, conta ao The Guardian que o tirzepatide produz hormonas que imitam aquelas que ajudam uma pessoa a sentir-se satisfeita após uma refeição, trazendo uma sensação de saciedade.

O mesmo acontece com uma outra substância, existente em Portugal, para o tratamento desta doença, a semaglutida. No entanto, enquanto esta substância imita uma só hormona, o tirzepatide imita duas, potenciando mais rapidamente a perda de peso.

Ania Jastreboff, da Universidade de Yale, principal autora do estudo que descobriu as vantagens da substância, referiu num encontro da Associação Americana de Diabetes que “devemos tratar a obesidade como tratamos uma doença crónica: com abordagens eficientes e seguras que ataquem os mecanismos da doença. Os resultados obtidos dizem que o tirzepatide faz isso".

No entanto, duas questões são levantadas: os efeitos secundários e o valor da substância.

Tom Sanders, professor de nutrição na King’s College London afirmou que este medicamento provoca, efetivamente, perda de peso. Ainda assim, não é uma “bala mágica”, sendo preciso estar atento aos efeitos secundários, como a diarreia, os vómitos e os efeitos no pâncreas.

Por sua vez, Naveed Sattar, professor de medicina metabólica da Universidade de Glasgow, afirmou que o tirezpatide poderá ser caro de adquirir durante vários anos, defendendo que, inicialmente, o seu uso deverá ser restrito.

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