Cabaz de bens essenciais ficou 56 cêntimos mais barato na última semana

ECO - Parceiro CNN Portugal , Joana Morais Fonseca
16 abr 2023, 15:00
Supermercado (Getty Images)

Deco revela que preço de um cabaz de produtos essenciais ficou 56 cêntimos mais barato na última semana, passando a custar 226,42 euros. Está cerca de oito euros mais barato, face ao valor recorde

Depois da subida da semana passada, o preço do cabaz de bens essenciais voltou a descer ligeiramente. Na última semana, recuou 56 cêntimos, passando a custar 226,42 euros, segundo as contas realizadas pela Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (Deco).

Entre 5 e 12 de abril, isto é, a semana anterior à entrada em vigor da isenção do IVA em alguns produtos alimentares, o cabaz de bens alimentares monitorizado pela Deco – que monitoriza 63 produtos alimentares, recuou 0,25% (menos 56 cêntimos), passando de 226,98 euros para 226,42 euros. Ainda assim, está cerca de oito euros mais barato, face ao valor recorde atingido há cerca de um mês (a 15 de março estava nos 234,84 euros). Só este ano, o preço deste cabaz já encareceu cerca de sete euros (3,2%).

Evolução do cabaz da Deco até 12 de abril de 2023
Fonte: Deco

Na última semana, o iogurte líquido de morango e carapau foram os produtos que mais subiram de preço, com aumentos de 18% (mais 37 cêntimos e 78 cêntimos, respetivamente). Segue-se o peixe espada preto (16%), a farinha para bolos (13%), os medalhões de pescada (12%), o fiambre da perna extra (9%), o arroz agulha e o peito de peru fatiado (ambos 8%), o feijão cozido (7%) e a batata vermelha (6%).

Se compararmos com há um ano (a 13 de abril 2022) este cabaz ficou 24,74 euros mais caro, isto é, um aumento de 12,27%. Já se a comparação for feita com o dia anterior ao início da guerra na Ucrânia (a 23 de fevereiro de 2022) a diferença é ainda maior: encareceu 42,79 euros, o que representa um aumento de 23,30%.

Assim desde o início da guerra na Ucrânia e a passada quarta-feira, a mercearia continua a ser a categoria de produto que mais aumentou de preço — uma cesta destes produtos disparou 29,28% (mais 12,34 euros) para 54,49 euros. Seguem-se os laticínios que aumentaram 26,23% (mais 3,01 euros) para 14,49 euros; a carne, que aumentou 24,85% (mais 8,01 euros), totalizando 40,26 euros; o peixe que disparou 21,58% (mais 13,02 euros) para 73,33 euros; os congelados, cujo aumento foi de 19,01% (mais 2,63 euros) para 16,48 euros; e, por fim a fruta e legumes, cuja cesta aumentou 16,03% (mais 3,78 euros) para 27,39 euros.

A taxa de inflação em Portugal recuou para 7,4% em março, menos 0,8 pontos percentuais em relação ao mês anterior, à boleia da descida dos preços dos produtos energéticos e dos produtos alimentares não transformados, confirmou o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quinta-feira. Foi o quinto mês de descidas no índice de preços no consumidor, que, apesar de continuar num nível historicamente elevado, está no valor mais baixo em quase um ano.

Relacionados

Economia

Mais Economia

Mais Lidas

Patrocinados