Johnny Depp vs Amber Heard: julgamento entra na semana final com Kate Moss em cena

24 mai, 12:57
Deep vs Heard (EPA/Steve Helber)

Ex-namorada do ator não vai estar em tribunal, mas vai prestar depoimento por vídeo. Alegações finais estão marcadas para sexta-feira

O julgamento que coloca frente a frente Johnny Depp e Amber Heard entrou na semana final, com as alegações finais marcadas para a próxima sexta-feira. Mas, antes, o tribunal ainda vai ouvir o testemunho de Kate Moss. 

Segundo a imprensa internacional, a ex-namorada de Johnny Depp não irá a tribunal, mas vai prestar depoimento por vídeo, esta quarta-feira, tendo sido chamada a depor depois de Amber Heard a ter mencionado no seu depoimento. 

Na segunda-feira prosseguiu a audição de testemunhas chamadas pela defesa da atriz, com um cirurgião ortopédico a testemunhar que Johnny Depp não poderia ter perdido a ponta do dedo médio, como disse ao tribunal, depois de, alegadamente, a ex-mulher lhe ter atirado uma garrafa de vodka.

De acordo com a Associated Press, o cirurgião Richard Moore, de Wilmington, Carolina do Norte, afirmou que não tratou Depp, mas que viu várias "fotos horríveis" da lesão, garantindo que pela descrição do ator é improvável que tenha perdido a ponta do dedo porque a unha ficou intacta. 

Moore disse ainda que a unha ficou exposta e que, de acordo com o relato de Depp, que diz que tinha a mão pousada no bar quando foi atingido, o ator deveria ter sido tratado para outros cortes de vidro, uma vez que a garrafa se teria partido com o impacto. Quando interrogado pela defesa de Depp, Moore afirmou que se sentia confiante em excluir que a lesão foi causada "pelo mecanismo descrito no testemunho do sr. Depp”, mas depois acabou por admitir que não podia "excluir que uma garrafa de vodka tenha causado o ferimento”.

“Posso excluir que tenha sido causado da forma descrita no testemunho”, insistiu.

No seu testemunho, recorde-se, o ator descreveu o dia em que a ex-mulher, alegadamente, ficou chateada por ele estar a beber durante as filmagens de um dos filmes de Piratas das Caraíbas, na Austrália, e lhe atirou uma garrafa de vodka, que lhe arrancou parte do dedo da mão direita.

"O sangue jorrava. Acho que entrei em algum tipo de... não sei como é um colapso nervoso, mas provavelmente é o mais próximo que já estive. Nada fazia sentido", afirmou o ator, acrescentando que se escondeu na casa de banho antes de ser levado para o hospital, onde mentiu sobre o que tinha acontecido. "Menti porque não queria contar que a senhora Heard me tinha atirado com uma garrafa de vodka e arrancado o dedo. Não a queria colocar em problemas."

"Comportamentos de agressor doméstico"

Na primeira sessão da semana, a defesa de Heard chamou ainda Kathryn Arnold, consultora na indústria do entretenimento, que afirmou que Amber Heard só conseguiu manter o papel no filme Aquaman 2 porque Jason Momoa foi inflexível.

No entanto, Kathryn disse ainda que, depois das acusações formalizadas por Johnny Depp, a parte da atriz foi “radicalmente reduzida”. Para além disso, por causa do caso, a reputação da atriz tem sido "muito negativa" e já terá perdido entre 42,1 a 46,8 milhões de euros.

Kathryn Arnold ouvida em tribunal (Steve Helber/EPA)

Outra das testemunhas chamada na segunda-feira foi o psiquiatrista David Spiegel que, perante o tribunal, afirmou que os comportamentos de Depp encaixavam nos padrões de uma pessoa em que o abuso de drogas e álcool contribuíam para a violência doméstica.

“Tem comportamentos consistentes com alguém que tem reações relacionadas com o abuso de substâncias, bem como com alguém que é um agressor doméstico”, afirmou Spiegel.

A defesa de Depp, no entanto, colocou o depoimento em causa, uma vez que o psiquiatra nunca examinou o ator. Este justificou-se, dizendo que tentou consultá-lo, mas que este recusou.

Depp não depôs

Era esperado que, esta segunda-feira, Johnny Depp voltasse a ser chamado pela defesa da ex-mulher. No entanto, tal não aconteceu, uma vez que os advogados de Amber Heard consideram que o testemunho de Depp "tem sido irrelevante para o cerne deste caso" e não esperam que isso mude, avança a NBC News.

O ator poderá ainda voltar a depor esta semana, já que a equipa de defesa de Depp pode voltar a questionar as testemunhas antes das início das alegações finais.

Quanto às alegações finais, a juíza Penney Azcarate já informou que os dois lados têm duas horas para gerir as últimas declarações. 

O caso começou a ser julgado a 11 de abril. Ao longo de quatro dias, Johnny Depp prestou depoimento, sendo confrontado com mensagens, vídeos e áudios das discussões entre o casal. Também Amber Heard foi ouvida ao longo de quatro dias.

Neste processo de difamação, Depp exige 46 milhões de euros à ex-mulher, tendo a atriz avançado com acusação semelhante, mas exigindo 93 milhões.

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