Primeira greve do novo Governo à vista: ministra da Saúde e enfermeiros não se entendem

Agência Lusa , PF
26 abr, 19:31

“Os problemas são tão conhecidos e tão graves, há tantas injustiças e tanta discriminação, que os enfermeiros querem respostas muito mais cedo”, salientou o presidente do sindicato, José Carlos Martins

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) avançou esta sexta-feira que vai manter a greve de 10 de maio, depois de se ter reunido com a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmando que os enfermeiros “querem respostas muito mais cedo”.

“O Ministério da Saúde não assumiu hoje o compromisso de, até ao dia 10 de maio, dia de greve nacional dos enfermeiros, fixar o conjunto das matérias a negociar, dos tópicos a negociar e da agenda negocial”, disse o presidente do SEP, José Carlos Martins, à saída do Ministério da Saúde, em Lisboa.

O SEP agendou uma greve nacional para o dia 10 de maio, com uma concentração às 11:00 no Campo Pequeno, em Lisboa.

“Os problemas são tão conhecidos e tão graves, há tantas injustiças e tanta discriminação, que os enfermeiros querem respostas muito mais cedo”, salientou.

De acordo com José Carlos Martins, o Ministério da Saúde e o Governo “não se comprometeram a negociar”, entre outras coisas, a contagem dos pontos e a alteração à carreira de enfermagem.

“Não assumiu negociar isto, a fixação destes tópicos, num protocolo negocial, até ao dia 10 de maio, que nos empurra para concretização desta greve”, frisou.

José Carlos Martins lembrou, no entanto, que o Ministério da Saúde tem “vontade de continuar a negociar para fixar em protocolo negocial as matérias que existem”, mas “não é compatível com a urgência que os enfermeiros têm”.

“Não ficou em cima da mesa nenhuma perspetiva de nova reunião até ao dia 10 de maio, e, por isso, vamos em frente com aquilo que é a exigência, dando expressão à insatisfação dos enfermeiros, para que rapidamente se negocie a solução para os seus problemas”, sustentou.

A ministra da Saúde reúne esta sexta-feira pela primeira vez com os sindicatos representativos dos médicos, enfermeiros e farmacêuticos, dando início às negociações salariais reivindicadas pelas estruturas sindicais.

País

Mais País

Patrocinados