Linha SNS24 já atendeu o triplo das chamadas de janeiro do ano passado

12 jan, 19:09
Centro de atendimento da Linha SNS 24 em Lisboa
Centro de atendimento da Linha SNS 24 em Lisboa

Procura da linha tem vindo a aumentar desde novembro, devido à variante Ómicron, muito mais transmissível e que se tornou dominante em Portugal antes do Natal

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A linha SNS24 atendeu nos primeiros 11 dias de janeiro o triplo das chamadas recebidas no mesmo período do ano passado, segundo dados apurados pela CNN Portugal junto dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

Até 11 de janeiro, foram atendidas mais de 850 mil chamadas, um número quase três vezes superior às 313.000 recebidas no período homólogo de 2021.

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"Nos dias úteis, mantém-se uma média superior a 90 mil chamadas atendidas", especificam os SPMS, quando no ano passado eram cerca de 30 mil, "números mostram a elevada procura que a linha SNS24 tem tido".

Mas não é só relativamente ao período homólogo que os números são expressivos. Comparando com a primeira semana de novembro, por exemplo, o total de atendimentos nos primeiros sete dias do ano (545 mil chamadas) foi sete vezes e meio superior, quando foram atendidas cerca de 72 mil chamadas. Em causa está a variante Ómicron, muito mais transmissível, que se tornou dominante em Portugal antes do Natal.

"A procura da linha tem vindo a aumentar desde novembro e na primeira, segunda e terceira semanas de dezembro já tinham sido atendidas entre 170 mil e 205 mil chamadas", indicam os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde.

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No que respeita ao atendimento automatizado, solução encontrada recentemente (final de dezembro) para fazer face ao volume de chamadas, "foram concluídos com sucesso cerca de 480 mil atendimentos automatizados, dos quais cerca de 352 mil só em janeiro".

Relativamente à emissão de Declarações Provisórias de Isolamento (DPI), também se regista um aumento. "Só ontem [terça-feira] foram emitidas pelo SNS24 ou por outros mecanismos automatizados mais de 75 mil DPI", apontam ainda os SPMS.

Na terça-feira, a ministra da Saúde, Marta Temido, disse que ainda não é certo que o pico da nova vaga impulsionada pela variante Ómicron já tenha passado, mas garantiu que o país vive entre aqueles que foram os cenários otimistas e intermédios previstos pelos peritos.

Nas últimas 24 horas, Portugal registou um recorde de casos positivos, com mais de 40.000 novas infeções.

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