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opinião

"Espero que daqui a seis meses não haja nenhum incidente judicial". Portas preferia que Marcelo tivesse tomado outra posição sobre a Madeira

26 mai, 22:55

Comentador da TVI criticou o "grau de ostentação lamentável" da operação que fez cair o governo regional e provocou eleições de onde não saiu uma maioria estável

O Presidente da República podia ter optado por outra via que não a marcação de eleições na região autónoma da Madeira. Esse é o entendimento de Paulo Portas, que preferia ter visto um outro nome apontado para presidir ao governo regional.

O comentador da TVI (do mesmo grupo da CNN Portugal) analisou, em Global, a vitória do PSD nas eleições que se realizaram este domingo, e que foram motivadas por um "incidente judicial", como o próprio Paulo Portas classificou, depois de uma investigação que deitou abaixo o governo e incidiu sobre as mais altas figuras do poder político regional.

Paulo Portas criticou a forma como essa operação foi feita, com dezenas de agentes da Polícia Judiciária a chegarem ao arquipélago numa megaoperação que o comentador classificou como tendo um "grau de ostentação lamentável", sendo que depois se percebeu que "poderia ter falhas.

"Espero que daqui a seis meses não haja nenhum incidente judicial que conduza outra vez a eleições", ironizou, dizendo que "o Presidente da República podia ter dito ao maior partido 'indique outro para continuar o mandato'".

É que a questão é que estas eleições acabam com resultados muito semelhantes aos que já existiam, pelo que "todos podem dizer, de alguma forma, que a eleição, ou defendeu as suas posições, ou excedeu as suas expectativas".

Paulo Portas sublinhou que é Miguel Albuquerque o único vencedor, mas que deverá existir alguma incapacidade de somar, porque precisa de 24 mandatos e tem apenas 21, isto já contando com o apoio do CDS.

O comentador destacou ainda o outro grande vencedor, o Juntos Pelo Povo, que suplantou o Chega para alcançar o terceiro lugar.

"É preciso ver quem chega a 24 [maioria parlamentar]", terminou, lembrando que o programa de governo regional tem mesmo de ser aprovado com uma moção de confiança.

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