Costa mais "provável" no Conselho Europeu e "a armadilha" de Macron em França que "pode correr mal a todos"

15 jun, 22:30

No especial Global desta semana, Paulo Portas analisa os resultados das eleições europeias, com destaque para o caso francês e para a maior probabilidade de António Costa vir a ser presidente do Conselho Europeu

A possibilidade de António Costa vir a assumir a presidência do Conselho Europeu é hoje mais “provável, mas não é seguro nem está fechado”, teoriza Paulo Portas, no Global desta semana, no Jornal Nacional da TVI.

Paulo Portas entende que um dos fatores que abona a seu favor é o facto de António Costa ser “de longe” um dos ex-primeiros-ministros “mais veteranos” da União Europeia (UE), juntamente com o homólogos húngaro, Viktor Órban, e Mark Rutte, dos Países Baixos. Tendo em conta que quem escolhe o presidente do Conselho Europeu são precisamente os 27 Estados-membros, António Costa está muito bem posicionado para o cargo, uma vez que, enquanto chefe de Governo, “estabeleceu boas relações com quase todos os primeiros-ministros” da UE, “de forma a chegar a este momento e não ter vetos”. 

Aliás, o comentador da TVI (do mesmo grupo da CNN Portugal) diz mesmo que António Costa conseguiu “ser mais consensual em Bruxelas do que em Portugal.”

A"armadilha" de Macron em França que "pode correr mal a todos"

Neste especial Global, dedicado ao rescaldo das eleições europeias, Paulo Portas fez uma análise aos resultados eleitorais em oito países europeus, nomeadamente França, Alemanha, Espanha, Itália, Bélgica, Polónia, Hungria e Eslováquia.

Mas o caso francês é o que mais parece ter intrigado o comentador da TVI, tendo em conta “o jogo perigoso” de Emmanuel Macron ao convocar eleições legislativas antecipadas na sequência da vitória da extrema-direita nas europeias. Paulo Portas entende esta jogada de Macron como “uma armadilha” para a extrema-direita. É que “ele sabe que ao convocar eleições, obviamente a União Nacional de Marine Le Pen as ganhará” e “quer obrigar Le Pen e o seu primeiro-ministro a governar em austeridade”.

Ora, no entender do comentador da TVI, esta jogada por “correr mal a todos”, uma vez que a política económica da extrema-direita, em particular em França, “é nula”. “É uma mistura de despesa, nacionalizações e estatismo”, enumera. Daí que esta armadilha possa sair cara ao país, adverte Paulo Portas.

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