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Aqui não há pressas

2 dez 2022, 18:38
Coreia do Sul chega à vantagem (imagem Getty)

Portugal sabia que já estava apurado e que não precisava de fazer muito para passar em primeiro lugar do grupo. Fernando Santos mexeu bastante na equipa, mas a essência manteve-se: com tanto talento individual, esperava-se muito mais do coletivo

Portugal está nos oitavos, provavelmente sem pressa de sair. Mesmo com Cristiano Ronaldo chateado com um jogador sul-coreano, a seleção nacional tem motivos para estar contente: afinal, continua a ser possível ter bons resultados mesmo com más exibições.

Bem, para dizer a verdade, no caso do jogo desta sexta-feira frente à Coreia do Sul, nem sequer o resultado foi bom. Mas não deixemos que isso seja um obstáculo ao seguinte raciocínio: Portugal não tem pressa de jogar bem, desde que este estilo preguiçoso e aparentemente mal treinado continue a chegar para passar.

A seleção nacional chegou ao terceiro jogo da fase de grupos não só com os oitavos de final garantidos, mas com a forte convicção de que iria passar em primeiro lugar, evitando males maiores, que é como quem diz o Brasil. Por isso mesmo, Fernando Santos fez uma mini-revolução na equipa, com seis alterações em relação à partida anterior.

Apenas Diogo Costa, Pepe, João Cancelo (neste caso, mudando de lado), Rúben Neves e Cristiano Ronaldo mantiveram o lugar no onze. O resto, derivado das circunstâncias acima referidas, foi uma espécie de casting para jogadores que não têm tido as oportunidades que desejariam (e, nalguns casos, que também nós gostaríamos).

Ricardo Horta, por exemplo, respondeu com um golo, Diogo Dalot mostrou que pode mexer com a ala direita e Vitinha, bem, Vitinha jogou quase sempre um jogo diferente: um jogo melhor e muito mais interessante de ver, pelo menos.

Mas que o talento individual é muito já sabíamos, tal como temos vindo a adivinhar que as exibições coletivas estão longe desse nível. Infelizmente, não serão as mudanças no onze ou as substituições a alterar muito este rumo dos acontecimentos. A verdadeira diferença estará nos resultados: se correr mal, já estávamos um bocadinho à espera; se correr bem, pouco importa, pouco importa.

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