China pede a Seul e Tóquio que rejeitem “protecionismo” e “dissociação” económica

Agência Lusa , AM
27 mai, 06:43
O primeiro-ministro japonês Fumio Kishida, o presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol e o primeiro-ministro chinês Li Qiang (EPA/Chung Sung-Jun)

Li Qiang fez o apelo durante a abertura da nona Cimeira Trilateral entre China, Japão e Coreia do Sul

O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, apelou esta segunda-feira à Coreia do Sul e ao Japão para rejeitarem o "protecionismo" e a “dissociação” económica da China, na abertura de uma cimeira trilateral em Seul.

"Li pediu à Coreia do Sul e ao Japão para não transformarem as questões económicas e comerciais em jogos políticos ou questões de segurança e para rejeitarem o protecionismo, a dissociação ou a rutura nas cadeias de abastecimento”, informou a imprensa estatal chinesa.

O governante fez o apelo durante a abertura da nona Cimeira Trilateral entre China, Japão e Coreia do Sul. O primeiro encontro trilateral em mais de quatro anos é visto como um sinal positivo para aliviar as tensões no nordeste asiático.

“É necessário melhorar a conectividade económica e comercial, reforçar a cooperação nas cadeias industriais e de abastecimento regionais e trabalhar para reiniciar as negociações de um acordo de comércio livre trilateral”, afirmou Li, segundo uma nota partilhada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

O objetivo das principais economias do mundo de reduzir os riscos no comércio com a China foi estabelecido, no ano passado, pelo grupo G7. Nesta estratégia, as empresas estrangeiras podem fazer negócios com o país asiático, mas com algumas salvaguardas: vetar a venda de tecnologias críticas com potenciais utilizações militares e reduzir dependências nas cadeias de abastecimento.

Japão e Coreia do Sul restringiram já o fornecimento a entidades chinesas de 'chips' semicondutores avançados, componentes essenciais na produção de alta tecnologia, incluindo inteligência artificial, mas que tem também aplicações militares.

Entre os maiores riscos está a possibilidade de um conflito em Taiwan, que Pequim reclama como território chinês, apesar de funcionar como entidade política soberana. Uma invasão da ilha pela China é suscetível de desencadear um conflito que envolverá Estados Unidos, Japão e outros países da região.

“É importante que os três países lidem adequadamente com questões sensíveis, diferenças e desacordos, acomodem os interesses centrais e as principais preocupações uns dos outros e pratiquem o verdadeiro multilateralismo, para salvaguardar conjuntamente a segurança e a estabilidade no nordeste asiático”, afirmou Li Qiang.

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