João Rendeiro: “Uma procuradora do DCIAP viu-me a tomar o voo para Londres”

Ex-banqueiro diz que foi já na capital britânica que decidiu que não voltaria a Portugal. Agora, sem revelar o paradeiro, diz que faz uma vida normal

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O antigo presidente do Banco Privado Português (BPP) afirma que uma procuradora do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) o viu a embarcar para Londres no Aeroporto de Lisboa.

Em entrevista à CNN Portugal, João Rendeiro diz que nunca planeou deixar o país, e que foi já na capital britânica, depois do verão, que decidiu não regressar.

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Quando fui embora não estava determinado que não regressaria a Portugal. Na sala de embarque, onde embarquei para Londres, estava uma procuradora do DCIAP, que me viu perfeitamente a tomar um voo para Londres”, explicou.

Sobre a decisão de abandonar o país, fala num “direito de resistência perante uma Justiça injusta”.

Questionado sobre o atual paradeiro, o ex-banqueiro diz que “como é óbvio” não está no Belize, um dos muitos locais apontados como possíveis destinos.

Apesar de não revelar a localização, garante que faz uma vida sem restrições, “tal como fazia em Lisboa ou em Cascais”.

“Posso assegurar que não ando de peruca nem de rabo de cavalo”, afirmou, acrescentando que vai a restaurantes, ao ginásio ou à praia.

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Quando lhe foi perguntado se admite, em algum momento, regressar a Portugal, disse que não vê nenhum cenário onde isso possa acontecer.

“O único cenário possível seria não haver condenações, ou, havendo condenações, haver um indulto do Presidente”, referiu.

O antigo presidente do BPP, condenado no final de setembro a três anos e seis meses de prisão efetiva num processo por burla qualificada, está em parte incerta após ter fugido à justiça.

O colapso do BPP, banco vocacionado para a gestão de fortunas, aconteceu em 2010, já depois do caso BPN e antecedendo outros escândalos na banca portuguesa.

O BPP originou vários processos judiciais, envolvendo burla qualificada, falsificação de documentos e falsidade informática, bem como processos relacionados com multas aplicadas pelas autoridades de supervisão bancária.

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