Johnny Depp e Amber Heard nas mãos de sete jurados. Julgamento chegou ao fim, só falta a sentença

27 mai, 23:15

Johnny Depp quer que a ex-mulher seja responsabilizada pelas “mentiras”. Heard insiste que basta um episódio de violência para provar que não se trata de difamação. A decisão está agora nas mãos dos jurados. Os sete têm de estar em acordo pleno sobre o veredito

Vinte e três dias de audições, mais de cem horas de testemunhos acompanhados em direto em todo o mundo. O caso que põe frente a frente o ator Johnny Depp e a ex-mulher Amber Heard chegou às alegações finais. E o tom manteve-se pouco amigável.

“Pedimos que devolvam a vida de Depp, dizendo ao mundo que não é o agressor que a Sra. Heard disse ser”, argumentou Camille Vasquez. A advogada de Depp pediu aos jurados que responsabilizem a antiga mulher do cliente pelas “suas mentiras”, insistindo que tudo não passou de “uma atuação, o papel da sua vida”. “Há um abusador nesta sala. E não é o Sr. Depp”, concluiu.

Mas o advogado que representa a atriz insistiu que as acusações são falsas e na importância das provas apresentadas. “No mundo do Sr. Depp não se abandona o Sr. Depp. E se o fizer, ele começa uma campanha de humilhação global”, atirou Benjamin Rottenborn.

O advogado vincou que apenas um episódio de violência serve para destruir a teoria de difamação que originou o confronto entre as partes. “É simples, se acreditam que Depp foi abusivo com Amber uma vez, então o vosso trabalho é muito fácil.”

Para justificar as mensagens - usadas como provas do eventual abuso - não faltou uma referência à saga que celebrizou Johnny Depp, “Os Piratas das Caraíbas”. “Esta é a janela para o coração e mente do pirata favorito da América.”

Advogado de Amber Heard insistiu na ideia de que basta uma situação de abuso para sustentar o confronto

Nas mãos de sete jurados

Depois de cada parte traçar os seus últimos argumentos durante duas horas, a decisão está agora nas mãos de sete jurados, que se encontram a deliberar. O veredito será depois transmitido pela juíza Penney Azcarate, que recordou aos jurados que a decisão tem de ser unânime e que não podem consultar nada para lá do material do julgamento cedido pelo tribunal.

Na origem desta disputa judicial está um artigo assinado por Amber Heard, onde confessava ser uma sobrevivente de abusos e violência doméstica. Apesar de não fazer referência a Johnny Depp, o ator decidiu avançar para tribunal, considerando que estava a ser difamado e exigindo uma indemnização de 50 milhões de euros. Heard contestou, exigindo o dobro.

Os procedimentos judiciais – e as surpreendentes revelações que eles trouxeram, envolvendo o consumo de álcool e droga – têm sido transmitidos através da televisão, numa decisão algo rara no estado da Virgínia. No exterior, ao longo das últimas semanas, têm existido filas para ocupar uma das cadeiras na sala de audiências. E uma multidão a gritar mensagens de apoio a Depp, como aconteceu esta sexta-feira.

Uma das acusações mais graves remonta a 2015. Heard alega que Depp abusou dela com uma garrafa. Já o ator revelou que perdeu parte de um dedo da mão direita após a ex-mulher lhe ter atirado uma garrafa de vodka, o que obrigou a parar as gravações de um dos filmes de “Piratas das Caraíbas”.

Multidões são uma constante à porta do tribunal. Embora mais raras, mensagens de apoio de Amber Heard também existem

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