Entrada da NATO na guerra acabaria numa "inevitável derrota" da Rússia, avisa Polónia. Shoigu afasta "interesse" em atacar Aliança

CNN Portugal , ARC
26 abr, 15:06
NATO (Virginia Mayo/AP)

O ministro dos Negócios Estrangeiros polaco sublinha que o poder militar e económico de Moscovo é “insignificante em comparação com o do Ocidente”

Se a guerra na Ucrânia escalasse para a entrada da NATO a Rússia enfrentaria uma “inevitável derrota”, avisou esta quinta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros polaco.

“Não somos nós, o Ocidente, que devemos temer um confronto com Putin, mas sim o contrário”, afirmou Radosław Sikorski, durante um discurso no parlamento polaco. “Vale a pena recordar isto, não para aumentar o sentimento de ameaça aos russos, porque a NATO é um pacto defensivo, mas para mostrar que um ataque da Rússia a qualquer um dos membros da Aliança terminaria na sua inevitável derrota”, acrescentou.

Sikorski foi mais longe e disse mesmo que o poder militar e económico de Moscovo é “insignificante em comparação com o do Ocidente”. A NATO, acrescentou, tem três vezes mais militares, três vezes mais recursos aéreos e quatro vezes mais navios do que a Rússia.

“A única esperança de Putin é a nossa falta de determinação”, sublinhou.

O primeiro-ministro da Polónia também já tinha alertado para a possibilidade de um conflito desta natureza. Donald Tusk disse recentemente que a Europa se encontra numa “era pré-guerra” e que há um “longo caminho a percorrer” até estar preparada para enfrentar a ameaça que se aproxima.

Mas a Rússia não parece interessada em envolver a NATO na guerra, garantiu o ministro da Defesa russo. “A Federação Russa nunca ameaçou a NATO. Não temos interesses geopolíticos nem militares em atacar os países do bloco", disse Sergei Shoigu, considerando, porém, que é a Aliança quem está cada vez mais perto das fronteiras russas.

“Não fomos nós que viemos ter com eles, mas foram eles que vieram ter connosco. Isto mostra mais uma vez que não podemos confiar nos ocidentais. Agora censuram-nos dizendo que, se a Rússia não for travada na Ucrânia, iremos alegadamente atacar os países da Aliança", respondeu.

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