Rendeiro vendeu quadros arrestados num "ato de legítima defesa e necessidade"

23 nov, 18:06

Venda de parte das obras de arte foi a causa para a detenção da mulher do ex-banqueiro. Agora, João Rendeiro garante que Maria de Jesus Rendeiro não soube de nada

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O ex-presidente do Banco Privado Português (BPP) afirma que vendeu alguns dos quadros da sua coleção num "ato de legítima de defesa e de necessidade". Sobre a venda das obras, João Rendeiro garante que a sua mulher nada sabia.

É precisamente por causa dos quadros que Maria de Jesus Rendeiro está em prisão preventiva, decretada a 4 de novembro, considerando a juíza Tânia Gomes que existe perigo de fuga. A detenção surgiu quase um mês depois de ter sido emitido um mandado de busca para os 124 quadros, arrestados pelo Ministério Público há 14 anos, e que tinham a mulher do ex-administrador do BPP como fiel depositária.

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"Os bens, estando arrestados há 14 anos, diria que é praticamente impossível as pessoas sobreviverem na base de um arresto tão longo. Se houve alguma venda, diria que foi um ato de legítima defesa e de necessidade", afirmou à CNN Portugal João Rendeiro.

Ideia diferente parece ter tido o tribunal, que considerou que Maria de Jesus Rendeiro sabia perfeitamente que havia obras que já tinham sido vendidas, havendo ainda outras quatro falsificadas.

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Em causa estão crimes de descaminho, desobediência, branqueamento e falsificação de documento, depois de a mulher de João Rendeiro não ter revelado a localização de alguns dos quadros, muitos deles encontrados posteriormente num dos carros do casal e também na garagem.

Na mesma entrevista à CNN Portugal, João Rendeiro diz que a participação da mulher no alegado esquema de branqueamento de capitais que envolve as obras de arte é "completamente nula".

"A minha mulher não devia ser sequer fiel depositária das obras de arte. Foi um lapso de um advogado, que não seguiu as minhas instruções", afirmou.

Maria de Jesus Rendeiro mantém-se em prisão preventiva na Quinta Patino, um condomínio de luxo em que a mulher de João Rendeiro vive, embora esteja no nome do motorista do casal, num negócio explicado à CNN Portugal.

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