Portugal tem 12 drones para combater incêndios, mas só 3 estão a ser usados

18 jul, 08:10

Alguns estão parados por avarias e outros estão em manutenção. Veículos foram comprados com "urgência" em 2020

Apenas três dos doze drones comprados com “urgência” pelas Forças Armadas para combater os incêndios estão a operar atualmente. Segundo o Diário de Notícias, o equipamento adquirido para 2020 não está a ser colocado à máxima disposição para combater os incêndios florestais deste ano, e que nos últimos dias entraram numa fase de grande intensidade, numa altura em que a área ardida em 2022 já ultrapassou a totalidade de 2021.

Escreve aquela publicação que essa era a informação que constava na disponibilidade apresentada à GNR, autoridade que coordena esta função com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, sendo que essa disponibilidade foi confirmada pelo próprio Estado-Maior-General das Forças Armadas num comunicado oficial.

Os drones disponíveis, que vão variando entre os dois e os quatro, mas que são quase sempre três, estão nas bases de Beja, Lousã e Mirandela, localidades mais sujeitas a fogos florestais por causa do aumento de temperatura nesta altura do ano.

Das doze aeronaves não tripuladas que os serviços têm à disposição, cinco estavam inoperacionais por causa de acidentes (desde quedas a aterragens forçadas). Outras quatro estavam em manutenção por causa de avarias imprevistas, sendo que nem as Forças Armadas nem o fabricante revelam as causas.

Portugal esta segunda-feira em situação de alerta, depois de sete dias em contingência devido aos incêndios que assolaram o país e às altas temperaturas registadas.

A situação de alerta prolonga-se até às 23:59 de terça-feira, dia em que voltará a ser reavaliada a situação, afirmou o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, no domingo, após uma reunião, por videoconferência, com os ministérios da Defesa Nacional, do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, da Saúde, do Ambiente e Ação Climática e da Agricultura e da Alimentação.

Na terça-feira, a situação será reavaliada até porque se prevê um novo aumento das temperaturas.

A situação de alerta é, de acordo com a Lei de Bases da Proteção Civil, o nível menos grave, abaixo da situação de contingência e do patamar mais grave, a situação de calamidade.

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