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Colunista e comentador

Não há microfones a serem atirados para o lago e anda tudo muito simpático, à boleia de Martínez: será do patchouli?

17 jun, 14:37

Desconfiança na confiança? Pode ser um bom sinal a aparente “calma celestial”, mas vamos ver se a Chéquia estará pelos ajustes…

Já falamos da qualidade na quantidade, já falámos do “Portugal camaleão”, dos laterais que podem jogar à esquerda ou à direita, do Cancelo que sai do corredor das bolachas e entra na zona da peixaria com um à-vontade medonho, dos jogadores que não fizeram grandes épocas mas que têm a password de entrada no “clube privado” (a password é “Mendes”, mas não a passem a ninguém), do Rafael Leão que ainda não percebeu que poderia ser o maior fenómeno de popularidade no pós-ronaldismo, se tivesse consciência disso e trabalhasse para isso, do frasquinho de água de rosas (da marca “Simeone”) que sempre acompanha o João Félix mai-las pipocas que ele sempre vem comer - para destressar — na Seleção, da importância dos atletas que são “muito importantes” no balneário (o segredo deve estar na qualidade da aplicação dos desinfectantes), do abre-latas (Francisco Conceição) e da lata que é, em contramão, reconhecer — sem crítica à Crítica — que é preciso sabão-macaco (eh lá, o que faz o macaco aqui?!…) em vez de patchouli.

Não falámos do Rui Patrício - o jogador mais desprezado entre os “Maiorais” (tens a minha solidariedade, Rui) - no ‘mexicano’ Paulinho que poderia dar um jeitão nas horas vagas de Cristiano e de Gonçalo Ramos, não falámos do Rafa nem do João Mário (que não quiseram saber da password) e não falámos do avô do Pedro e do seu Neto, que deve ter muitos amigos no círculo próximo do Jorge.

Não falámos disso nem temos de falar, porque Portugal está quase a calçar as chuteiras e falta um noite de soninho descansado e não é tempo para falar de minudências, sobretudo agora que não há microfones atirados para o lago e o maior jogador da nossa história, capitão, internacionalista, goleador e acionista colocou tudo no seu devido lugar. Quer dizer: tudo muito arrumadinho na gaveta dos ex-indignados. 

Pois, não falta nada, aviões XPTO para as deslocações, a papinha e os lençóis, o pessoal doido por um autógrafo e uma selfie, o Marcelo sempre ululante e, se não houvesse jogos para jogar, asseguro-lhes “em primeira mão” que isto já estaria no papo.

Chéquia, Turquia e Geórgia? Isso são papas de aveia no meio do faisão.

O faisão somos nós. Mas, como disseram algum dos nossos melhores intérpretes, é bom que o faisão corra para não acabar dentro da panela. É que, por maior imaginação que se tenha, não há desculpas nenhumas para acabar este Europeu a pão e água.

Vamos lá! Vamos lá provar que temos tão bons jogadores como a Nação pensa. Uma coisa é certa: não haverá neste Europeu um treinador tão simpático quanto Roberto Martínez. E a simpatia pode ser muito útil neste Campeonato da Europa… A simpatia e a confiança desde que não sejam excessivas.

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