Boris Johnson ‘sobrevive’ a moção de censura com 211 votos a favor

CNN Portugal , BC/ BMA
6 jun, 21:03
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson (AP Photo/Matt Dunham)

Com este voto de confiança, o chefe do executivo britânico permanece como líder do partido e terá um ano de imunidade contra novas moções de censura. Boris descreve resultado como "convincente" e "decisivo"

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, ultrapassou com sucesso a votação da moção de censura no Partido Conservador, com 211 votos de confiança e 148 votos contra.

O anúncio foi feito esta noite pelo presidente do grupo parlamentar do Partido Conservador, Graham Brady, que assinalou, no parlamento britânico, que este resultado mostra que "o grupo parlamentar tem, sim, confiança no primeiro-ministro".

Para sobreviver à moção de censura, Boris Johnson tinha de obter pelo menos 180 votos a favor na votação dos parlamentares conservadores.

O chefe do executivo britânico conta assim com 58,8% do apoio do Partido Conservador para se manter na liderança dos 'tories'. O resultado é, no entanto, inferior aos 63% de votos de confiança conquistados por Theresa May na moção de censura de 2018.

Com este voto de confiança, o chefe do executivo britânico permanece como líder do partido e terá um ano de imunidade contra novas moções de censura.

"Resultado extremamente bom"

Boris Johnson já se pronunciou sobre o resultado da moção e do voto de confiança na sua liderança.

Descrevendo o resultado como extremamente bom", o primeiro-ministro britânico disse que o governo precisa agora de "se unir" e "seguir em frente".

"É um resultado extremamente bom, positivo, conclusivo, decisivo, que nos permite seguir em frente, unir-nos", disse, reafirmando que se trata não só de um resultado bom para a política, mas também para o país.

"Podemos concentrar-nos em ajudar os cidadãos com os aumentos do custo de vida, assim como em manter as ruas e as pessoas mais seguras", terminou.

Polémicas que levaram à moção

Esta votação surgiu após as inúmeras polémicas em que Boris Johnson esteve envolvido nos últimos meses e ficaram conhecidas por 'partygate', uma alusão às festas em Downing Street durante o período de confinamento.

O anúncio da mesma moção decorreu esta manhã por parte de Graham Brady, momento em que adiantou que tinha sido ultrapassado o patamar minímo de subscritores da moção para desencadear o processo, isto depois de Boris Johnson ser apupado à entrada da missa do jubileu, na Catedral de São Paulo, durante as comemorações dos 70 anos de reinado de Isabel II.

De acordo com o sistema britânico é necessário que pelo menos 15% dos deputados conservadores enviem uma carta de desconfiança ao presidente do respetivo grupo parlamentar, um processo secreto e anónimo mas que foi manifestado por alguns publicamente. O Partido Conservador conta atualmente com 359 deputados, pelo que foram entregues pelo menos 54 cartas nesse sentido.

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