Covid-19: Dinamarca confirma que sublinhagem da Ómicron é mais transmissível, mas vacinas continuam eficazes

31 jan, 21:28
Covid-19 (Associated Press/Arquivo)

Probabilidade de contágio face à mutação original sobe consideravelmente

As autoridades dinamarquesas concluíram que sublinhagem BA.2 da variante Ómicron é mais transmissível que a mutação original, a BA.1. De acordo com o estudo publicado esta segunda-feira pelo Statens Serum Institut (SSI), os resultados "indicam que a rápida propagação da BA.2 pode estar relacionada com um inerente aumento da transmissibilidade desta sub-variante". Além disso, e segundo o comunicado oficial, os resultados mostram que a vacina continua a ter eficácia contra esta mutação.

“O estudo descobriu que, em regra geral, a probabilidade de um contágio secundário é de 39% na BA.2, em domicílios com habitantes infetados, em comparação com os 29% na BA.1”, pode ler-se.

Os dados apontam que a sublinhagem BA.2 é cerca de 1,5 vezes mais contagiosa que a antecessora, o que, de resto, confirma os dados preliminares, e que já tinham sido explicados pela CNN Portugal, depois de as autoridades de saúde portuguesas terem dado conta de que esta mutação tinha sido identificada em Portugal.

“O risco de infeção é maior em pessoas não vacinadas quando comparado com pessoas vacinadas ou com a dose de reforço tanto na subvariante BA.2 como na BA.1”, conclui ainda o estudo.

A Dinamarca é o primeiro país a fazer um estudo em larga escala relacionado com a BA.2, mutação que se tornou dominante naquele país, que tem registado valores recorde de casos, sem que se verifique uma especial subida da mortalidade. De resto, terá sido isso mesmo que levou o governo a anunciar o levantamento de todas as restrições para esta terça-feira, altura em que a covid-19 vai passar a ser tratada como uma doença respiratória comum.

O estudo agora divulgado, que ainda não foi revisto pelos pares, incidiu em 17.945 pessoas de 8.541 agregados familiares e teve a colaboração de várias instituições. Além do SSI, também a Universidade de Copenhaga, a Universidade Técnica da Dinamarca e o instituto de estatísticas da Dinamarca participaram na investigação.

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