"Saudamos a vida que tínhamos antes": Dinamarca deixa de considerar covid-19 doença "crítica" e elimina restrições

Agência Lusa , RL
26 jan, 23:18

Decisão surge numa altura em que o país está a bater recorde de casos

A Dinamarca vai eliminar a 1 de fevereiro todas as restrições impostas na quarta vaga da pandemia, apesar do número recorde de contágios. Na base da decisão está o menor risco da variante Ómicron e o elevado número de imunizados, anunciou esta quarta-feira o Governo.

A covid-19 vai deixar de ser considerada uma doença “crítica” para a sociedade, o que vai implicar a extinção das medidas atuais: deixam de ser usadas máscaras em espaços fechados e desaparecem as restrições nos restaurantes, na vida cultural e social. As discotecas vão reabrir.

“Estamos prontos para sair da sombra do coronavírus, despedimo-nos das restrições e saudamos a vida que tínhamos antes. A pandemia continua mas já passámos da fase crítica”, disse a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, em conferência de imprensa.

Mette Frederiksen falou de um “marco” e de uma “transição” para uma nova fase, sublinhando que a decisão tem o aval da comissão científica que auxilia o Governo desde o início da pandemia da covid-19. “Pode parecer estranho e paradoxal que eliminemos as restrições com níveis atuais de contágio, mas devemos olhar para mais números. Um dos mais importantes é o dos doentes graves e essa curva foi partida”, disse.

A Dinamarca, que é um dos países que mais testam contra a covid-19 no mundo, registou 46.747 novos casos nas últimas 24 horas, nove vezes mais do que há um ano no pico da segunda vaga, mas contabiliza apenas 938 internados, menos 50 do que em 2021. As autoridades de saúde também admitiram que, neste momento, entre 30% e 40% dos internados são pessoas que foram hospitalizadas por outros motivos e que posteriormente testaram positivo à covid-19.

O número total de pacientes em unidades de cuidados intensivos (UCI) é de 40, metade do número de há algumas semanas, confirmando que a Ómicron é uma variante “menos prejudicial”, de acordo com a primeira-ministra. Frederiksen também fez referência aos elevados números de vacinação como o segundo fator decisivo: 80,6% dos dinamarqueses receberam o esquema completo e 60% a dose de reforço.

As autoridades dinamarquesas esperam que o contágio elevado continue durante mais algumas semanas, mas consideram desproporcional manter as restrições atuais.

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