"Patriotas pela Europa". Ventura defende que Chega deve aderir a novo grupo europeu (que inclui partido de Órban)

Agência Lusa , HCL
30 jun, 17:04
André Ventura

André Ventura manifestou a sua convicção numa vitória da extrema-direita nas eleições legislativas francesas deste domingo

O presidente do Chega afirmou esta ver "com bons olhos" a integração do seu partido no novo grupo do Parlamento Europeu que está a ser formado por partidos nacionalistas liderados pelo primeiro-ministro húngaro.

Em conferência de imprensa em Lisboa, André Ventura mostrou-se favorável a esta adesão para unir a direita europeia e anunciou que vai promover uma reunião da Direção Nacional do Chega na terça-feira, para que seja convocado um Conselho Nacional alargado do partido para discutir a integração no grupo de Viktor Órban.

André Ventura mostrou-se confiante de que nas próximas horas ou dentro de dias novos partidos de direita populista irão associar-se a este novo grupo no Parlamento Europeu, tal como manifestou a sua convicção numa vitória da extrema-direita nas eleições legislativas francesas de hoje.

Em Viena, os líderes de três grandes partidos populistas e nacionalistas da Hungria, Áustria e República Checa, liderados pelo primeiro-ministro húngaro ultraconservador, Viktor Orbán, anunciaram a criação de um novo grupo no Parlamento Europeu.

"O objetivo é que este grupo seja, em breve, o mais forte grupo de direita no Parlamento Europeu", disse o líder húngaro, cujo país assume na segunda-feira a presidência rotativa do Conselho da União Europeia.

A nova fação, que precisa ainda do apoio de pelo menos quatro outros partidos, chamar-se-á "Patriotas pela Europa" e os três grupos fundadores são o partido húngaro Fidesz, no poder, o partido liberal austríaco FPÖ, na oposição, e o partido checo da oposição "Aliança dos Cidadãos Descontentes" (ANO).

Os três partidos, que centram as suas políticas no controlo da imigração na Europa, foram os vencedores das recentes eleições europeias nos seus respetivos países.

Além de uma política migratória restritiva, os três defendem o levantamento da futura proibição europeia de automóveis com motores de combustão, bem como a revisão do chamado "novo acordo verde" para a transformação ecológica da economia europeia.

A par de Orbán, o chamado "manifesto patriótico" foi assinado pelo líder do FPÖ, Herbert Kickl, e pelo líder da ANO e antigo primeiro-ministro checo, o magnata Andrej Babis.

Os três sublinharam que o objetivo é que o seu anúncio se torne um "foguetão" para motivar outras formações europeias a aderirem à sua causa.

Os três partidos hoje reunidos têm 24 eurodeputados, mais um do que o mínimo de 23 para criar um grupo no Parlamento Europeu, embora ainda precisem de reunir pelo menos quatro outros partidos para formalizar esta aliança parlamentar.

Kickl, que lidera as sondagens na Áustria com 27% dos votos antes das eleições gerais de 29 de setembro, sublinhou que, a partir de agora, "todas as forças políticas que desejem ser incluídas neste esforço positivo de reforma serão bem-vindas".

"Pelo que ouvi nos últimos dias, haverá mais apoio do que alguns provavelmente imaginam neste momento", disse o líder da extrema-direita austríaca, sem dar mais pormenores.

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