Testemunhas revelam à PJ obsessão de Bashir pela vítima mais nova

29 mar 2023, 20:06

Abdul Bashir atacou as duas vítimas após receber um telefonema a meio de uma aula de português

Membros da comunidade ismaelita fizeram chegar nas últimas horas testemunhos à Polícia Judiciária sobre uma obsessão amorosa que Abdul Bashir teria  desenvolvido nos últimos tempos por uma das duas vítimas mortais do ataque desta terça-feira, em Lisboa - a assistente social Mariana Jadaugy, de 24 anos, sabe a TVI (do mesmo grupo da CNN Portugal).

A alegada perseguição por motivos passionais movida a uma das vítimas pelo afegão de 28 anos é um dos factores que a investigação acredita poder estar na origem do crime cometido no Centro Ismaili de Lisboa, aliada a outros fatores de frustração social, como questões burocráticas que o estavam a impedir de viajar para a Suíça em trabalho. Na manhã de terça-feira, durante uma aula de Português no Centro Ismaili, Abdul Bashir recebeu o telefonema que estaria relacionado com esses mesmos problemas - as autoridades acreditam que Abdul estaria a viver um surto psicótico. Sabe-se que foi depois desse telefonema que golpeou, com uma faca, e matou  Mariana Jadaugy, de 24 anos, e Farana Sadrudin, de 49 anos.

O afegão com estatuto de refugiado abandonou a sala de aula e atacou as duas vítimas num espaço contíguo, dentro do centro. Também o professor de Português foi atacado, tendo sobrevivido com ferimentos, e uma outra mulher foi perseguida mas conseguiu barricar-se num espaço fechado até à chegada da PSP, que travou o agressor a tiro.

A conjugação destes fatores leva a Polícia Judiciária a rejeitar quase a 100% a teoria de terrorismo, embora a investigação prossiga - com a inquirição de mais testemunhas, interrogatório ao suspeito e perícias ao telemóvel do mesmo.

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