Taiwan abateu drone que sobrevoava uma pequena ilha

1 set, 08:38
Exercícios militares em Taiwan (AP)

O drone não identificado sobrevoava a pequena ilha de Shiyu, no arquipélago de Kinmen

As Forças Armadas de Taiwan abateram pela primeira vez um drone que sobrevoava o seu território ilegalmente. Não há confirmação de que o drone fosse operado pela China, pois tratava-se de um drone civil, tal como todos os que se têm aproximado do arquipélago diariamente desde que começaram os grandes exercícios militares chineses, há três semanas. 

O drone não identificado sobrevoava a pequena ilha de Shiyu, no arquipélago de Kinmen. Apesar de serem controladas por Taiwan, as ilhas Kinmen ficam bastante mais perto da costa continental chinesa do que da principal ilha taiwanesa, onde fica a capital, Taipé. São as mesmas ilhas onde ontem surgiram outros três drones não identificados, sobre os quais os militares de Taiwan dispararam pela primeira vez. 

O incidente de hoje aconteceu por volta do meio-dia, hora local (menos seis horas em Portugal). Segundo o Ministério da Defesa de Taiwan, o drone foi avisado de que não podia sobrevoar território taiwanês, mas ignorou a ordem para se afastar, acabando por ser abatido. 

É a primeira vez que Taiwan abate aparelhos não taiwaneses em sobrevoo do teu território. 

Na semana passada os utilizadores das redes sociais chinesas tornaram viral uma imagem de dois soldados taiwaneses fotografados de perto por um drone “civil” controlado pela China. Os dois militares tentaram atingir o aparelho com pedras, o que se tornou motivo de paródia entre os internautas chineses. Desde então as autoridades de Taipé avisaram que passariam a seguir um novo protocolo de quatro passos para lidar com drones não identificados:"disparar foguetes de aviso, relatar a incursão, expulsar o drone e por fim abatê-lo". Como fizeram ontem e hoje, desta vez abatendo o aparelho. 

Há dois dias, um influente comentador chinês muito próximo das autoridades de Pequim, e antigo editor-chefe do jornal do Partido Comunista Chinês Global Times, escreveu no Twitter que “se atingirem um drone do EPL [Exercito Popular de Libertação] podem começar uma guerra”.

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