Portugal-Finlândia, 4-2 (destaques)

Ricardo Gouveia , Estádio de Alvalade
4 jun, 22:31

Duas estreias muito promissoras

Figura do jogo: Francisco, espalha-brasas e assiste

Na véspera do jogo perguntaram a Roberto Martínez se não temia que Francisco Conceição fosse assobiado em Alvalade, como João Mário já tinha sido, ou mesmo Otávio, neste caso, no Estádio da Luz. Não foi, pelo contrário, arrancou aplausos atrás de aplausos, desde os primeiros instantes do jogo, até ao último suspiro. É daqueles jogadores que os adeptos sentem-se impelidos a aplaudir porque deixa tudo em campo. Um autêntico espalha-brasas. Roberto Martínez não podia ter encontrado melhor expressão para definir o avançado do FC Porto que esta noite foi titular e deixou tudo em campo. Jogou sobre a direita, onde também já tinha jogado o pai Sérgio, e foi um verdadeiro terror para Nikolai Alho. Portugal até começou a atacar mais pela esquerda, com Nuno Mendes e Rafael Leão, até aparecer Conceição e atrair o jogo para o lado contrário. Provocou desequilíbrios, levou Portugal a subir linhas, arrancou um penálti e fez duas assistências primorosas para os golos de Bruno Fernandes. Se os onze lugares da seleção estão em aberto, Conceição partiu na frente na luta por um deles.

Momento: golaço de Bruno Fernandes

Dez minutos depois de entrar em campo, no início da segunda parte, Bruno Fernandes levantou o estádio com um grande golo. Um grande pontapé, à entrada da área, a levar a bola ao ângulo, depois de uma grande jogada da seleção, com a bola a passar por vários jogadores, a vir da esquerda para a direita e, depois, para o interior da área, onde Francisco Conceição a atrasou para o remate imparável do jogador do Manchester United que viria a bisar no jogo. A verdade é que Bruno trouxe ainda mais qualidade ao jogo e deixou claro que pode fazer uma dupla terrível com Vitinha.

Outros destaques:

Vitinha

Foi o melhor jogador da primeira parte, entregando à seleção tudo o que já tinha prometido, ao longo da temporada, no Paris Saint-Germain. Ofereceu equilíbrio, boas decisões e controlo. Esteve ainda em quase todos os lances de bola parada e foi ele que marcou o canto que permitiu a Rúben Dias abrir o marcador. A jogar assim, vai ser titular na Alemanha.

João Neves

Foi um João Neves à Benfica, a aparecer em todo o lado, a encher o campo e a exercer uma pressão constante sobre a bola. Apresentou-se mais solto na primeira parte a jogar com Palhinha e Vitinha, permitindo a Portugal recuperar muitas bolas e manter uma pressão constante sobre a área finlandesa. Na segunda parte, recuou um pouco, mais para a zona de construção, mostrando uma grande flexibilidade tática, mas continuou sempre muito em jogo. Tal como Francisco Conceição, encantou logo na estreia.

Nuno Mendes

Mais um jogador do PSG em plano de destaque. Não está ainda ao seu melhor nível, depois da lesão que o obrigou a parar por um longo período esta época, mas já está muito perto disso. Esta noite assumiu praticamente todo o corredor esquerdo, jogando mais tempo como extremo, empurrando Rafael Leão mais para o interior da área. Saiu ao intervalo, mas esteve em campo tempo suficiente para mostrar que pode vir a ser muito útil.

João Palhinha

Mais um jogador flexível, com Martínez gosta, a manter o equilíbrio no corredor central sempre que os laterais disparavam sobre os corredores. Arrancou aplausos com um belo pormenor técnico.

Teemu Pukki

Lembram-se dele no Norwich? Dava-se uma abébia e ele faturava mesmo frente aos «grandes» da Premier League. Agora, aos 34 anos, joga nos Estados Unidos, no Minnesota United, mas continua letal como sempre. Portugal controlou quase todo o jogo, mas perdeu o foco por apenas cinco minutos, e o avançado finlandês apresentou a fatura com dois golos. 

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