Rui Moreira e executivo abandonam Assembleia Municipal do Porto após críticas do BE

Agência Lusa , DCT
29 abr, 22:52
Manuel Pizarro e Rui Moreira (Lusa/ESTELA SILVA)

O executivo só retomou à reunião quando terminado o período de intervenções das forças políticas, tendo, entretanto, o presidente da câmara tomado da palavra para demonstrar desacordo com o sucedido

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira e os vereadores do movimento independente abandonaram esta segunda-feira temporariamente a sessão da Assembleia Municipal após críticas do Bloco de Esquerda, que foram consideradas "um ataque ao executivo".

A saída de Rui Moreira e dos vereadores do movimento independente surgiu após críticas da deputada Susana Constante Pereira, do BE, à relação entre a câmara municipal e a assembleia, no âmbito das consultas públicas.

Dando como exemplo o regulamento dos animadores de rua e as afirmações feitas pela vereadora com o respetivo pelouro de que as forças políticas não se tinham pronunciado, a deputada do BE disse estar preocupada "com o que se entende por consulta pública".

"O espaço de participação das forças políticas não é o mesmo espaço dos cidadãos", referiu, acrescentando que "apontar falhas às forças políticas por não participarem neste contexto é uma visão deturpada da democracia local".

Após a intervenção, Rui Moreira levantou-se, dizendo que foi preconizado "um ataque" ao executivo, que, naquele período não se pode defender.

À semelhança de Rui Moreira, os restantes vereadores do movimento independente levantaram-se e saíram da sala.

O executivo só retomou à reunião quando terminado o período de intervenções das forças políticas, tendo, entretanto, o presidente da câmara tomado da palavra para demonstrar desacordo com o sucedido.

"O tempo dos partidos deve ser feito para fazer declarações políticas e não para desafiar o executivo, que não pode intervir. Doravante, sempre que for o tempo dos partidos, o executivo sairá porque nós não somos sacos de boxe", afirmou Rui Moreira.

E acrescentou, "se as forças políticas entendem que o tempo é para questionar e contestar a ação do executivo não podemos fazer outra coisa que não sair".

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