Reféns mortos por exército israelita estavam sem camisa e transportavam bandeira branca

Agência Lusa , AM
16 dez 2023, 14:00
Yotam Haïm, Samer al-Talalqa, e Alon Lulu Shamriz

Os três homens estavam entre as cerca de 250 pessoas feitas reféns durante o ataque de 7 de outubro

Os três reféns que o exército israelita matou na sexta-feira, alegadamente por engano nos arredores da Cidade de Gaza, estavam sem camisa e transportavam uma bandeira branca improvisada, disse um porta-voz militar israelita.

As vítimas, Yotam Haïm, de 28 anos, Samer al-Talalqa, de 25, e Alon Lulu Shamriz, de 26, foram mortas durante operações num bairro da Cidade de Gaza, segundo o exército.

Os três homens estavam entre as cerca de 250 pessoas feitas reféns durante o ataque sem precedentes lançado em 07 de outubro pelo Hamas em solo israelita, que deixou cerca de 1.140 mortos, a maioria civis, segundo as autoridades. Até à data, 129 reféns continuam detidos em Gaza.

O porta-voz explicou que os reféns teriam surgido no meio da zona de combate, a poucas dezenas de metros de um dos soldados israelitas, que os identificou como figuras suspeitas, “se sentiu ameaçado e abriu fogo contra eles”.

Segundo o porta-voz do exército israelita, duas das pessoas foram imediatamente mortas e a terceira ficou ferida, tendo corrido para um prédio e pedido “claramente ajuda em hebraico”, o que levou o comandante do batalhão a emitir “uma ordem de cessar-fogo”.

No entanto, outro tiro foi disparado, levando à morte do jovem.

Segundo o porta-voz, este é um incidente que “viola as regras de combate” do Exército israelita, ainda que tenha insistido que a informação é preliminar neste momento e que já está em curso uma investigação “ao mais alto nível”.

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