137 votos contra: moção de rejeição apresentada pelo Bloco chumbada

12 abr, 12:15

Bloco de Esquerda tem insistido que a estratégia plasmada no programa de Governo apenas vai beneficiar as grandes empresas. "Festim" um "chave do Euromilhões", classificam

A moção de rejeição apresentada pelo Bloco de Esquerda ao programa de Governo foi esta sexta-feira chumbada no Parlamento.

Os votos contra vieram de Chega, Iniciativa Liberal, PSD e CDS-PP. O PS e o PAN abstiveram-se. Votaram a favor as restantes bancadas: Bloco de Esquerda, PCP, Livre. Foram 137 votos contra, 13 a favor e 78 abstenções. A única diferença face à votação da iniciativa do PCP foi a posição do PAN, que votou contra na moção comunista.

Na reação, a coordenadora do Bloco de Esquerda Mariana Mortágua considerou que a votação deixou claro “o jogo de sombras que se instala no poder”.

“Estamos num jogo de sombras, de braços de ferro, de subtilezas artificiais, em que o PSD diz que quer governar mas agradece na verdade se for impedido de o fazer”, afirmou.

E onde o PS desafia o governo com uma moção de confiança “que se fosse chumbada teria o mesmo efeito” que uma moção de rejeição.

“Enquanto fala de ‘todos, todos, todos’, este é um programa na verdade para muito poucos”, classificou Mortágua.

“Não há nada de novo, não há de inovador, não há nada de moderno neste caminho que o PSD apresenta ao país, a não ser a determinação e a intensidade do seu compromisso com as clientelas”, referiu.

A bloquista defendeu que o país precisa de segurança: “Segurança é não fazer uma guerra ao futuro em nome de uma política mesquinha, antiga, oportunista”.

No documento, o Bloco de Esquerda definia as intenções do executivo liderado por Luís Montenegro como "um festim para os grandes patrões, para o lóbi privado da saúde e para os especuladores imobiliários".

O documento, argumentavam, está ao lado dos mais "ricos e poderosos" e é "um ataque ao trabalho, à segurança social, à saúde, à educação e à habitação".

Na intervenção desta sexta-feira, o líder parlamentar Fabian Figueiredo acentuou a ideia, ao comparar o programa de Governo a uma "chave do Euromilhões para as grandes empresas". Trata-se de um programa “vago, não poucas vezes incoerente, difuso e frágil", privilegiando os "grandes vencedores da economia do privilégio", classificou.

Perante a estratégia plasmada no documento, o bloquista antecipou mesmo que uma “alternativa de esquerda” chegará ao Governo “mais cedo do que tarde”.

 

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