João Ferreira vê na possibilidade de governação "à Guterres" um retrocesso nas conquistas feitas

Agência Lusa , BCE
14 jan, 23:37
O candidato pelo circulo eleitoral de Lisboa às eleições legislativas, João Ferreira (José Sena Goulão/LUSA)
O candidato pelo circulo eleitoral de Lisboa às eleições legislativas, João Ferreira (José Sena Goulão/LUSA)

Dirigente comunista diz que a hipótese avançada por António Costa no debate com Rui Rio mostra “a diferença” entre aqueles que em 2015 “lá estiveram para abrir a porta de saída à direita e aqueles que agora lhe abrem a porta de entrada e até lhe entregam a chave na mão”

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O dirigente comunista João Ferreira defendeu esta sexta-feira que uma futura governação “à Guterres”, equacionada na quinta-feira pelo secretário-geral do PS, António Costa, vai ser um retrocesso em tudo o que foi alcançado nos últimos anos.

Perante uma plateia maioritariamente constituída por mulheres, a CDU recebeu uma promessa de apoio por parte de 500 ativistas pela igualdade de género, mas João Ferreira também falou de uma certeza dada no dia anterior pelo primeiro-ministro durante o debate com o presidente do PSD, Rui Rio, transmitidos pelas televisões.

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“Há agora uma outra possibilidade, a chamada 'solução à Guterres', abrindo a porta ao PSD para, como no tempo desse Governo, seja o PSD a aprovar orçamentos, como aprovou, como fez uma revisão da Constituição, como apoiou a privatização de cerca de 60 empresas públicas, como apoiaram medidas como a liberalização do trabalho a tempo parcial, o impulso dado à saúde privada. São tudo medidas do tempo da solução que António Costa agora vem novamente defender”, sustentou o membro da Comissão Política do Comité Central do PCP.

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Na ótica do antigo eurodeputado comunista, a proposta de governabilidade colocada em cima da mesa por Costa mostra “a diferença” entre aqueles que em 2015 “lá estiveram para abrir a porta de saída à direita e aqueles que agora lhe abrem a porta de entrada e até, nas palavras de António Costa, lhe entregam a chave na mão”.

Do debate, sustentou, ficou também a ideia de uma maioria absoluta, que tem sido preconizada há várias semanas pelo secretário-geral do PS.

Na quinta-feira, o secretário-geral do PS admitiu reeditar a fórmula de Governo de António Guterres (1995/2001) se vencer com maioria relativa.

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