“Equilibradas” ou uma “brincadeira do Governo”? As reações às novas medidas de contenção da covid-19

25 nov, 20:47

Empresários criticam fortemente as novas regras. Enfermeiros estão satisfeitos, mas alertam para várias questões

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O Governo anunciou esta quinta-feira novas medidas para travar o avanço da pandemia no país. Entre as decisões tomadas está o reforço da vacinação, a obrigatoriedade do uso de máscara em espaços fechados e da apresentação de certificado digital para acesso a restaurantes, hotéis, alojamentos locais, ginásios e eventos com lugares marcados.

Esta última, segundo o presidente da Associação de Empresas de Ginásios e Academias de Portugal, José Carlos Reis, é “incompreensível” e prejudicará “muito” a atividade do setor.

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“Muita da população jovem não se vacinou, e muitos dos frequentadores dos nossos clubes são jovens”, afirmou.

José Carlos Reis considera, também, que as novas medidas lançam “novamente a desconfiança dos portugueses sobre a atividade dos ginásios".

"Não compreendemos, temos locais seguros, cumprimos escrupulosamente todas as regras. A apresentação do certificado dá toda a ideia de que são (ginásios) locais perigosos para a transmissão do vírus, que não são, não há dados que indiquem isso”.

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Por outro lado, Ana Rita Cavaco, bastonária da Ordem dos Enfermeiros, disse que as medidas são “equilibradas”, mas alertou para várias perguntas que ficaram “por responder”.

“Que tipo de teste vamos pedir às pessoas para visitar os doentes nos hospitais ou familiares nos lares? São testes PCR moleculares, são testes rápidos?". A bastonária sublinhou, também, o risco de deixar espaços onde há grande concentração de pessoas abertos até depois do Ano Novo, elencando que a semana de contenção, de 2 a 9 de janeiro, durante a qual o teletrabalho será obrigatório e as escolas estarão encerradas, faria “mais sentido” antes da época festiva.

“Não defendemos o confinamento, de todo, mas faria sentido que a semana de contenção fosse anterior. Percebemos a ideia de que pode haver disseminação do vírus, porque as pessoas estiveram reunidas, mas nós fá-lo-íamos mais cedo”, afirmou.

Já Ricardo Tavares, da Associação Portuguesa de Bares e Discotecas, criticou o executivo, sublinhando que as medidas anunciadas para o setor, que obrigam a apresentação de um teste negativo à entrada destes estabelecimentos, “são mais uma brincadeira do Governo”.

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"Estivemos 19 meses fechados, abrimos, fizemos tudo aquilo que o Governo nos pediu e, de repente, pedem-nos para voltar atrás”.

O empresário deixou outro recado ao executivo, o qual acusa de ainda não ter terminado de pagar os valores da retoma, e antecipa prejuízos “avultados” para o setor.

“A nossa paciência já esgotou há muito tempo. O Governo vai ter de decidir aquilo que quer fazer, não é andar para a frente e para trás”, atirou.

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