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Secretário da Defesa norte-americano teve uma reunião com o homólogo chinês: no final, ficou preocupado com a atividade militar em torno de Taiwan

CNN Portugal , HCL
31 mai, 08:07
Lloyd Austin (Maya Alleruzzo/AP)

A China acusou o novo Presidente de Taiwan, Lai Ching-te, de estar a empurrar a ilha para "uma guerra” e qualificou-o de “separatista perigoso”

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, revelou esta sexta-feira ter ficado preocupado com a atividade militar da China após uma reunião com o seu homólogo chinês na sexta-feira em Singapura, informou o Pentágono.

“O secretário expressou preocupação com a recente atividade provocativa [do Exército de Libertação Popular] em torno do Estreito de Taiwan e reiterou que a República Popular Chinesa não deve usar a transição política de Taiwan - parte de um processo democrático normal e rotineiro - como pretexto para medidas coercitivas”, disse o major-general da Força Aérea Patrick Ryder num comunicado após a reunião bilateral, a primeira desde 2022.

Os dois responsáveis pela defesa discutiram as relações bilaterais à margem do Diálogo de Shangri-La, um fórum de defesa que decorre até domingo.

O fórum anual, que reúne responsáveis da defesa de todo o mundo, tornou-se um barómetro das relações entre os EUA e a China nos últimos anos.

A reunião realiza-se uma semana depois de grandes manobras militares lideradas pela China à volta de Taiwan, cuja soberania é reivindicada por Pequim.

Taipé é apoiada militarmente pelos Estados Unidos, que se opõem a qualquer alteração do estatuto da ilha pela força.

A China acusou o novo Presidente de Taiwan, Lai Ching-te, de estar a empurrar a ilha para "uma guerra” e qualificou-o de “separatista perigoso”.

As rivalidades no mar do Sul da China, largamente reivindicado por Pequim, também deverão ocupar um lugar de destaque no fórum.

Pequim não vê com bons olhos o reforço dos laços de defesa entre Washington e a região da Ásia-Pacífico, nomeadamente com as Filipinas, e o envio regular de navios de guerra e caças para o Estreito de Taiwan e para o mar do Sul da China.

Washington e Pequim têm intensificado as comunicações para atenuar as divergências, tendo o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, visitado Pequim e Xangai no mês passado.

Uma das prioridades tem sido o reatamento do diálogo entre militares.

Pequim suspendeu as conversações militares com Washington no final de 2022, em resposta a uma visita a Taiwan de Nancy Pelosi, então presidente da Câmara dos Representantes, a câmara baixa do parlamento dos Estados Unidos.

Mas, após uma cimeira entre o líder chinês, Xi Jinping, e o Presidente dos EUA, Joe Biden, em novembro passado, as duas potências concordaram em retomar as conversações militares.

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