CEO detido e acusado da morte de uma mulher há 30 anos. Era a namorada do então colega de casa

CNN , Stella Chan
15 jul, 08:46
Laurie Houts, aqui numa foto de arquivo. John Kevin Woodward, o suspeito da sua morte em setembro de 1992, está sob custódia após ter sido detido em Nova Iorque (CNN)

O CEO de uma empresa tecnológica que foi julgado duas vezes no caso do homicídio da namorada do seu colega de casa, em 1992, foi detido e indiciado pelo crime, segundo um procurador da Califórnia.

John Kevin Woodward, 58 anos, o CEO da empresa de formação online ReadyTech, foi detido no aeroporto JFK, em Nova Iorque, no sábado, depois de ter chegado de Amesterdão, informou esta segunda-feira um comunicado da Procuradoria do Distrito de Santa Clara. 

Foi acusado de estrangular Laurie Houts, namorada do colega de casa, disse o gabinete do procurador. As autoridades disseram que o ADN numa corda levou-os a Woodward.

Woodward foi julgado duas vezes na década de 1990, mas a acusação foi arquivada "por insuficiência de provas", segundo o gabinete do procurador. Woodward mudou-se então para os Países Baixos.

O corpo de Houts foi encontrado com uma corda à volta do pescoço, no seu carro, em setembro de 1992, a cerca de 1,5 quilómetros do seu local de trabalho em Mountain View, Califórnia. As pegadas da engenheira de software de 25 anos foram encontradas no interior do para-brisas, um indício de que teria havido luta, disse o gabinete do procurador.

Os investigadores disseram que Woodward tinha começado a sentir algo pelo colega de casa, o namorado de Houts, e tinha ciúmes da relação dos dois.

No ano passado, o laboratório criminal do condado de Santa Clara e o Departamento de Polícia de Mountain View utilizaram novos desenvolvimentos na ciência forense para ligar Woodward à corda deixada à volta do pescoço de Houts, segundo os investigadores.

"O maior obstáculo era sermos capazes de encontrar novas provas", disse o sargento David Fisher, da polícia de Mountain View, à filial da CNN, a KGO. "Desde então, esses avanços deram ao promotor a possibilidade de apresentar queixa aqui."

"Quero que a família e os amigos da Sra. Houts saibam que nunca desistimos dela. Nem o tempo nem a distância nos impedirão de descobrir a verdade e procurar justiça", disse o procurador-geral Jeff Rosen.

"A minha primeira reação foi 'Sim!' 'Yay!' Depois não pensamos em mais nada. Ela não vai voltar para casa", disse a irmã de Houts, Cindy, à KGO.

Woodward está detido sem fiança em Nova Iorque enquanto aguarda a extradição. Espera-se que seja indiciado assim que regressar à Califórnia. Se for condenado, enfrenta prisão perpétua, de acordo com o gabinete do procurador.

Não é claro se Woodward tem advogado.

A ReadyTech chamou à prisão de Woodward um "choque para todos", num comunicado emitido terça-feira.

"Temos a maior empatia pelas famílias envolvidas", disse. "A ReadyTech vai aproveitar a força da nossa equipa de liderança de longa data para apoiar os nossos colaboradores, os nossos clientes e o nosso negócio durante esta altura."

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