Sites do Grupo Impresa voltam em formato provisório após ataque informático

Agência Lusa
4 jan, 22:54

Páginas online, como o Expresso e a SIC, estavam em baixo desde um ataque informático na madrugada de domingo

Os ‘sites’ na Internet do Grupo Imprensa voltaram esta terça-feira ao ativo com o mesmo endereço, mas em formato provisório, mais de dois dias depois de terem sido alvo de um ataque informático de um grupo de ‘hackers’.

Num comunicado publicado da página provisória do Expresso, a direção do semanário garante que fará tudo o que tem para não deixar ficar mal os seus leitores.

Fazemos isto porque hoje, como desde o dia em que nasceu, o Expresso nunca desistirá de lutar pelo Estado de Direito, pela Democracia, pela liberdade. Pela #liberdadeparainformar, o nosso lema nestes dias”, adianta.

Dando as boas-vindas aos leitores, a direção do Expresso explica que os ‘sites’ temporários permitirão levar aos leitores as notícias que têm sido publicadas, nos últimos dias, nas redes sociais do jornal.

Como sabem nós, Expresso e SIC, estamos a ser alvo de um ataque informático, o que tem dificultado seriamente a missão: informar os leitores e espetadores”, lembra, indicando que está a “colaborar com as autoridades e a desenvolver as ações necessárias no sentido de resolver a situação tão rápido quanto possível”.

Além de pedir desculpas aos assinantes, o Expresso agradeceu também o apoio de todos, incluindo os outros órgãos de comunicação social que se mostraram solidários com o sucedido.

A Media Capital repudiou hoje os ataques informáticos de que foram alvo os 'sites' da Impresa, uma ameaça "à imprensa livre" e um "atentado à sociedade", manifestando a sua solidariedade com a dona da SIC.

Em comunicado, o grupo Media Capital "repudia os ataques informáticos de que foram alvo os sites do jornal Expresso, da SIC e da Exame Informática".

Estes ataques "não são apenas uma ameaça concreta à imprensa livre", refere a dona da TVI, salientando que "representam um atentado à sociedade, que tem o direito de se informar por meio de órgãos de comunicação social independentes e plurais".

A Media Capital "condena estes ataques e manifesta solidariedade com o grupo Impresa".

O ataque foi conduzido por uma conjunto de hackers conhecido como o Lapsus Group, que exigem o pagamento de um resgate para a desbloquear o acesso aos sites do grupo Impresa.

Após o ataque informático, o Lapsus Group terá conseguido aceder à página do Twitter do jornal Expresso para publicar a mensagem “Lapsus$ é oficialmente o novo presidente de Portugal”. 

Até voltar a estar disponível o endereço eletrónico, o jornal Expresso continuou a partilhar notícias através das redes sociais. Em comunicado, o grupo Impresa descreve o ataque como um “atentado nunca visto à liberdade de imprensa em Portugal na era digital” e adiantou que irá apresentar uma queixa-crime pelo sucedido.

Em causa está um tipo de ataque informático conhecido como ransomware, que restringe o acesso a um sistema infetado, exigindo um pagamento em troca do desbloqueio dos serviços. Até ao momento, não foi divulgado o valor pretendido para o desbloqueio dos sites de informação.

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